{"id":16365,"date":"2020-12-04T16:56:46","date_gmt":"2020-12-04T19:56:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/?post_type=emagazine&#038;p=16365"},"modified":"2022-10-10T11:05:43","modified_gmt":"2022-10-10T14:05:43","slug":"going-green-it","status":"publish","type":"emagazine","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/16365\/","title":{"rendered":"Tecnologia e meio ambiente: reduza a pegada ecol\u00f3gica da sua opera\u00e7\u00e3o e diminua os gastos da sua empresa."},"content":{"rendered":"<p>Mesmo parecendo abstrato e ef\u00eamero, o mundo dos servi\u00e7os digitais funciona por meio de servidores que ainda usam uma grande quantidade de energia gerada pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Isso significa que servi\u00e7os digitais tamb\u00e9m contibuem para a emiss\u00e3o de carbono e colaboram, infelizmente, para o fen\u00f4meno do aquecimento global.<\/p>\n<p>Por isso, muitas das grandes empresas da \u00e1rea de T.I. t\u00eam come\u00e7ado a reportar suas emiss\u00f5es de carbono. E os n\u00fameros chegam ao patamar de algumas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sustainability.aboutamazon.com\/environment\/sustainable-operations\/carbon-footprint\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Em 2018, a Amazon sozinha gerou 44,4 mil toneladas de carbono<\/a>, tanto quanto a Finl\u00e2ndia emitiu no mesmo ano. A maioria dessas emiss\u00f5es \u00e9 de terceiros, principalmente das \u00e1reas respons\u00e1veis pelo empacotamento e transporte de produtos, al\u00e9m das emiss\u00f5es geradas em viagens de neg\u00f3cios.<u><\/u><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.apple.com\/environment\/pdf\/Apple_Environmental_Responsibility_Report_2019.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">As emiss\u00f5es da Apple no mesmo per\u00edodo n\u00e3o ficaram muito atr\u00e1s<\/a>: 25,2 mil toneladas, um valor similar ao da Mong\u00f3lia. Se n\u00e3o considerarmos as emiss\u00f5es relacionadas \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o e log\u00edstica de seus produtos, teremos uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica para apenas 600 toneladas, algo mais parecido com a G\u00e2mbia. Metade dessas emiss\u00f5es v\u00eam de viagens corporativas, enquanto 30% \u00e9 gerada pelo deslocamento di\u00e1rio de funcion\u00e1rios. Enquanto isso, a pegada ecol\u00f3gica do Google foi de 1,2 mil toneladas no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>O fato das emiss\u00f5es desses gigantes da tecnologia serem compar\u00e1veis \u00e0s emiss\u00f5es de alguns pa\u00edses \u00e9 algo muito significativo. Pensando nisso, o que fazer para minimizar o impacto da sua empresa? N\u00f3s listamos a seguir:<\/p>\n<h2>1. Use uma estrutura em escala<\/h2>\n<p>Com o avan\u00e7o do cloud computing, muitos neg\u00f3cios come\u00e7aram a migrar sua infraestrutura para a nuvem. A abordagem mais comum das empresas nesse caso \u00e9 alugar um servidor always-on que seja mais do que suficiente para dar conta do pico m\u00e1ximo de uso da companhia, para evitar qualquer problema.<\/p>\n<p>Mas as pessoas usam a internet e os servi\u00e7os de diferentes maneiras, dependendo da situa\u00e7\u00e3o e do momento do dia, ent\u00e3o o fluxo varia bastante. \u00c0 noite, por exemplo, o volume \u00e9 muito menor do que durante o dia.<\/p>\n<p>Em softwares com arquitetura em escala, os balanceadores de carga podem servir para adicionar mais capacidade a um computador espec\u00edfico ou adicionar mais servidores dependendo da demanda recebida. Isso significa que voc\u00ea n\u00e3o precisa gastar dinheiro nem energia em servidores gigantes de backup.<\/p>\n<p>A maioria dos provedores de servi\u00e7os em nuvem oferecem tanto balanceadores de carga horizontal (adicionando mais m\u00e1quinas) quanto vertical (aumentando a capacidade de uma m\u00e1quina espec\u00edfica). Para usar esses balanceadores \u00e9 necess\u00e1rio planejar os servi\u00e7os de forma mais detalhada, levando a escalabilidade em considera\u00e7\u00e3o. Mas depois, a longo prazo, \u00e9 poss\u00edvel economizar dinheiro e reduzir a pegada de carbono da sua empresa.<\/p>\n<h2>2. Use provedores \u201cverdes\u201d<\/h2>\n<p>De onde seu sistema de nuvem obt\u00e9m energia? Depende da regi\u00e3o. Enquanto a Su\u00e9cia e suas empresas dependem principalmente de fontes de energia renov\u00e1vel, como e\u00f3lica e hidroel\u00e9trica, a Fran\u00e7a usa em sua maioria energia nuclear. Ambas s\u00e3o baixas em emiss\u00e3o de carbono. J\u00e1 a Pol\u00f4nia funciona principalmente \u00e0 base de energia termoel\u00e9trica, ou seja, queima de carv\u00e3o. Ent\u00e3o, a pegada de carbono de cada empresa vai depender de onde fica o servidor do seu provedor.<\/p>\n<p>Os principais servi\u00e7os do mercado, como o Amazon Web Services (AWS) e o Microsoft Azure, tendem a prestar mais aten\u00e7\u00e3o para o aspecto de sustentabilidade. Os usu\u00e1rios do AWS, por exemplo, podem escolher onde querem estabelecer sua infraestrutura remota usando um mapa que mostra <a href=\"https:\/\/www.awsgeek.com\/AWS-Regions\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">quais data centers s\u00e3o operados com energia verde e quais n\u00e3o.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ceur-ws.org\/Vol-2382\/ICT4S2019_paper_28.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">A pr\u00f3pria Microsoft construiu um Kubernetes<\/a>, que \u00e9 um sistema de orquestra\u00e7\u00e3o de containers, para reduzir suas emiss\u00f5es. Esse sistema direciona o fluxo de tarefas para diferentes data centers ao redor do mundo para maximizar o uso de energia renov\u00e1vel, minimizando a pegada ecol\u00f3gica dessa opera\u00e7\u00e3o, e que tamb\u00e9m pode ser exportado para outros provedores de servi\u00e7os em nuvem.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 preciso escolher necessariamente o AWS ou o Azure para ter uma opera\u00e7\u00e3o \u201cverde\u201d.<a href=\"https:\/\/www.thegreenwebfoundation.org\/directory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> A Green Web Foundation, por exemplo, conta com um cat\u00e1logo de pequenos provedores que usam energia renov\u00e1vel<\/a>. Mas, independentemente do provedor, a op\u00e7\u00e3o por um servi\u00e7o remoto \u00e9, sem d\u00favidas, uma boa escolha nesse sentido, j\u00e1 que os sistemas em nuvem conservam energia ao distribuir as tarefas de maneira mais equilibrada entre m\u00faltiplos servidores, gastando muito menos energia que uma estrutura f\u00edsica pr\u00f3pria.<\/p>\n<h2>3. Pense bem na hora de escolher sua linguagem de programa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Linguagens de programa\u00e7\u00e3o s\u00e3o diferentes em v\u00e1rios aspectos, incluindo sua l\u00f3gica, s\u00edntese e capacidades. Mas elas tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/thenewstack.io\/which-programming-languages-use-the-least-electricity\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">variam em termos de consumo de recursos<\/a>. JavaScrypt e Python tendem a consumir mais energia que programas compilados criados em linguagens como Fortran, C++ e Rust. Por outro lado, linguagens de programa\u00e7\u00e3o voltadas para objetos consomem mais que linguagens imperativas. Mais recursos significam mais poder e, consequentemente, mais emiss\u00e3o de carbono.<\/p>\n<p>Processos mais r\u00e1pidos n\u00e3o necessariamente s\u00e3o menos poluentes. Um programa pode ser executado por mais tempo e consumir menos energia.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel escolher uma linguagem de programa\u00e7\u00e3o com base nas tarefas que ela executa, nas habilidades necess\u00e1rias e no funcionamento combinado ao resto das ferramentas de tecnologia. Mas, pensar no aspecto de gasto de energia tamb\u00e9m vale a pena.<\/p>\n<p>Independentemente da linguagem, existem c\u00f3digos de otimiza\u00e7\u00e3o que ajudam a diminuir a pegada ecol\u00f3gica, fazendo um sistema operar de uma forma mais r\u00e1pida com menor necessidade de energia. O que tamb\u00e9m pode ajudar nesse aspecto \u00e9 readequar o tamanho do software, reescrevendo partes ineficientes.<\/p>\n<h2>4. Otimize seus sites<\/h2>\n<p>Hoje em dia, um site normal tem mais de 3mb. Mas quanto maior a p\u00e1gina, mais energia \u00e9 necess\u00e1ria para transferi-la do servidor ao cliente e mostr\u00e1-la na tela. Isso pode parecer n\u00e3o representar um grande volume de emiss\u00f5es de carbono, mas a funda\u00e7\u00e3o Green Web discorda.<\/p>\n<p>A Green Web descobriu que rodar um v\u00eddeo de fundo em um site, equivale \u00e0 mesma quantidade de emiss\u00f5es de carbono que a equipe respons\u00e1vel por aquele site gasta para se deslocar at\u00e9 o trabalho. Lembra que os deslocamentos s\u00e3o respons\u00e1veis por 30% de todas as emiss\u00f5es da Apple? \u00c9, seu site n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inofensivo assim.<\/p>\n<p>Mas existem diversas ferramentas que ajudam a otimizar esses sites. O Google Lighthouse <a href=\"https:\/\/web.dev\/measure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">avalia elementos do seu site como performance, acessibilidade, melhores pr\u00e1ticas e SEO<\/a>. Outra ferramenta \u00fatil \u00e9 a Greenhouse, criada pela pr\u00f3pria Green Web Foundation, que <a href=\"https:\/\/github.com\/thegreenwebfoundation\/lighthouse-plugin-greenhouse\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">analisa os sites e checa quais dom\u00ednios est\u00e3o rodando com energia renov\u00e1vel.<\/a> N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00fatil quando o Lighthouse em termos de otimiza\u00e7\u00e3o, mas pode ajudar organiza\u00e7\u00f5es com grande preocupa\u00e7\u00e3o ambiental a escolher seus provedores de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel usar o app da funda\u00e7\u00e3o, The Green Web App, para descobrir se seu site est\u00e1 hospedado em um servidor que use energia renov\u00e1vel. Infelizmente, nem todos os provedores divulgam informa\u00e7\u00f5es sobre suas fontes de energia.<\/p>\n<h2>Ajude a salvar o planeta enquanto economiza<\/h2>\n<p>Para algumas pessoas, ajudar a prevenir o aquecimento global j\u00e1 \u00e9 raz\u00e3o suficiente para fazer um esfor\u00e7o. Para outros n\u00e3o. Mas quando o assunto \u00e9 T.I., ser um defensor do meio ambiente geralmente tamb\u00e9m significa economizar um bom dinheiro.<\/p>\n<p>Depois de otimizar sua hospedagem e seus c\u00f3digos, por exemplo, voc\u00ea precisar\u00e1 de menos energia. Seu site vai carregar mais r\u00e1pido, o que significa que menos consumidores ter\u00e3o problemas na hora de acess\u00e1-lo. Significa tamb\u00e9m que as ferramentas de busca ir\u00e3o dar a ele um ranking mais alto, o que o tornar\u00e1 vis\u00edvel para mais consumidores tamb\u00e9m. Ou seja, voc\u00ea ter\u00e1 um benef\u00edcio financeiro, mesmo que indiretamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Servi\u00e7os digitais tamb\u00e9m geram emiss\u00e3o de carbono, mas existem formas de reduzir o impacto da sua opera\u00e7\u00e3o de T.I. sobre o clima e, ao mesmo tempo, abrir espa\u00e7o em seu or\u00e7amento.<\/p>\n","protected":false},"author":2578,"featured_media":16366,"template":"","coauthors":[2449],"class_list":{"0":"post-16365","1":"emagazine","2":"type-emagazine","3":"status-publish","4":"has-post-thumbnail","6":"emagazine-category-meio-ambiente","7":"emagazine-category-business","8":"emagazine-category-technology","9":"emagazine-tag-economia","10":"emagazine-tag-energia","11":"emagazine-tag-infraestrutura","12":"emagazine-tag-nuvem"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/16365\/"},{"hreflang":"en-us","url":"https:\/\/usa.kaspersky.com\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/21726\/"},{"hreflang":"en-gb","url":"https:\/\/www.kaspersky.co.uk\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/20051\/"},{"hreflang":"es-mx","url":"https:\/\/latam.kaspersky.com\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/20469\/"},{"hreflang":"x-default","url":"https:\/\/www.kaspersky.com\/blog\/secure-futures-magazine\/going-green-it\/34209\/"}],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/emagazine\/16365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/emagazine"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/emagazine"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2578"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=16365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}