{"id":11282,"date":"2019-01-29T17:49:56","date_gmt":"2019-01-29T20:49:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/?p=11282"},"modified":"2019-11-22T07:10:40","modified_gmt":"2019-11-22T10:10:40","slug":"brasileiros-fotos-filhos-roupas-intimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/brasileiros-fotos-filhos-roupas-intimas\/11282\/","title":{"rendered":"Quase 40% dos brasileiros admitem postar fotos dos filhos em roupas \u00edntimas"},"content":{"rendered":"<p>Os \u00e1lbuns de fotos foram substitu\u00eddos pelo Facebook e pelo Instagram como plataformas de compartilhamento de imagens familiares. Normalmente, momentos espec\u00edficos s\u00e3o priorizados, como nascimentos, anivers\u00e1rios e f\u00e9rias \u2013 que podem incluir fotos de crian\u00e7as em roupas \u00edntimas, beb\u00eas apenas com fraldas ou at\u00e9 na banheira. De acordo com uma pesquisa da Kaspersky Lab em conjunto com a consultoria de pesquisa de mercado chilena CORPA, 41% dos latino-americanos admitem publicar fotos em redes sociais de seus filhos, irm\u00e3os, sobrinhos ou outros menores de idade, em que aparecem com pouca roupa.<br>\n\u201cOs pais s\u00e3o respons\u00e1veis pelo que acontece na vida digital de seus filhos e devem tomar as medidas necess\u00e1rias para proteger os pequenos. Al\u00e9m disso, devem dar o exemplo adotando um comportamento respons\u00e1vel\u201d, afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Pesquisa e An\u00e1lise para a Am\u00e9rica Latina da Kaspersky Lab.<\/p>\n<p>No entanto, os n\u00fameros revelam que os mais propensos a postar esse tipo de conte\u00fado com frequ\u00eancia s\u00e3o as mulheres latino-americanas, com 46%, contra os homens ,com 35%. Destes, 46% t\u00eam entre 25 e 34 anos, seguidos de jovens entre 18 e 24 anos, com 38%. As pessoas com 35 a 50 anos de idade, com 37%, est\u00e3o no mesmo n\u00edvel deste grupo.<\/p>\n<p>Para surpresa de muitos, o estudo revela que, por pa\u00eds, os percentuais de publica\u00e7\u00e3o desse tipo de conte\u00fado s\u00e3o altos. Os peruanos lideram a lista com 50% dos usu\u00e1rios que, pelo menos uma vez por m\u00eas, postam fotos de crian\u00e7as com pouca roupa nas redes sociais. Os chilenos seguem com 41%, depois os argentinos e brasileiros com 39%, e os colombianos e mexicanos fecham com 37%.<\/p>\n<p>E quais seriam os riscos de espalhar esse tipo de imagem? Existem tr\u00eas tipos principais de amea\u00e7a aos menores: o primeiro tem a ver com usu\u00e1rios desconhecidos, que, quando encontram perfis p\u00fablicos do Facebook ou do Instagram, podem baixar e compartilhar imagens de crian\u00e7as para fins sexuais ou pedofilia. Em segundo lugar, h\u00e1 o cyberbullying se as imagens publicadas forem usadas como material para piadas ou sextors\u00e3o e, por \u00faltimo, os pr\u00f3prios pais se tornam uma amea\u00e7a para os filhos quando compartilham essas imagens de maneira excessiva e indiscriminada.<\/p>\n<p>\u201cAntigamente, fotos espont\u00e2neas de crian\u00e7as eram tiradas desajeitadamente, mas os pais preservavam e compartilhavam-as em \u00e1lbuns de fotos dentro de suas casas. Como profissional de ciberseguran\u00e7a, que passa muito tempo em redes sociais, fico impressionado com o que os usu\u00e1rios podem compartilhar online e como estamos expondo nossos filhos a viverem um tormento no futuro\u201d, alerta Bestuzhev. \u201cEm ess\u00eancia, as redes sociais facilitaram o compartilhamento de nossas vidas, momentos e mem\u00f3rias, mas a desvantagem \u00e9 ser t\u00e3o f\u00e1cil de fazer que n\u00e3o reservamos um momento para pensar em quem tem acesso \u00e0 essas informa\u00e7\u00f5es e nas poss\u00edveis consequ\u00eancias que isso pode causar nos nossos filhos no futuro, uma vez que o publicado online vai viver para sempre no ciberespa\u00e7o.\u201d<br>\n<input type=\"hidden\" class=\"category_for_banner\" value=\"kis-trial-privacy\"><br>\nSegundo o <a href=\"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/brasileiro-foto-nua-dinheiro-pesquisa\/11061\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mesmo estudo<\/a> da Kaspersky Lab, o arrependimento ap\u00f3s uma publica\u00e7\u00e3o viralizada em redes sociais que continha imagens vergonhosas de si mesmo ou de outras pessoas em festas ou situa\u00e7\u00f5es sociais chega a 23% na Am\u00e9rica Latina. Para Bestuzhev, a moral da hist\u00f3ria \u201c\u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o deve fazer algo que possa envergonhar seu filho ou sobrinho, ou coloc\u00e1-lo em risco no futuro, a menos que possa controlar o p\u00fablico-alvo \u2013 \u00a0como foi o que seus pais fizeram com seus \u00e1lbuns de fotos. Infelizmente, no momento, isso parece algo imposs\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Para evitar dores de cabe\u00e7a por n\u00e3o sermos cautelosos ao publicar esses tipos de fotografia, a Kaspersky Lab oferece quatro dicas fundamentais:<\/p>\n<p><strong>1. N\u00e3o tenha um perfil p\u00fablico de suas redes sociais<\/strong>. Se voc\u00ea tem um perfil p\u00fablico no <a href=\"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/facebook-privacy-settings\/6818\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a> ou no <a href=\"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/keep-instagram-secure\/5896\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram<\/a>, est\u00e1 convidando qualquer pessoa com uma conex\u00e3o \u00e0 internet para ver suas fotos. Todos t\u00eam o direito de ter alguma privacidade online, por isso recomendamos fornecer acesso somente \u00e0s pessoas com quem voc\u00ea realmente tem contato. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode alterar a privacidade de cada publica\u00e7\u00e3o e, assim, decidir o que as pessoas podem ver. Cuidado: as redes sociais frequentemente enviam atualiza\u00e7\u00f5es sobre suas pol\u00edticas de privacidade e \u00e9 importante l\u00ea-las com cuidado e saber qual foi a mudan\u00e7a, pois os par\u00e2metros que voc\u00ea definiu podem ter sido revertidos e expor suas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>2. N\u00e3o compartilhe fotos dos filhos de outras pessoas.<\/strong> Os pais t\u00eam o direito de saber quem pode ver e comentar as fotos de seus filhos. Se eles decidirem mant\u00ea-los longe das redes sociais ou configurar sua privacidade online, estar\u00e3o em seus direitos como pais e respons\u00e1veis e os usu\u00e1rios n\u00e3o ter\u00e3o o direito de fazer o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>3. N\u00e3o crie um perfil para um menor.<\/strong> Existem raz\u00f5es pelas quais as redes sociais exigem uma idade m\u00ednima para criar um perfil, associado, principalmente, com a seguran\u00e7a online da crian\u00e7a. Por outro lado, a privacidade da crian\u00e7a deve ser respeitada, uma vez que certas imagens compartilhadas por pais ou outros parentes podem causar descontentamento e desconforto no futuro, ou podem ser disseminadas e usadas por terceiros para prop\u00f3sitos ruins.<\/p>\n<p><strong>4. N\u00e3o publique fotos de seus filhos ou sobrinhos na banheira.<\/strong> \u00c9 necess\u00e1rio refletir: n\u00e3o \u00e9 porque s\u00e3o crian\u00e7as que suas partes \u00edntimas devem ser expostas ao mundo. Provavelmente n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o ruim de publicar em redes sociais a fotografia de um beb\u00ea seminu ou crian\u00e7a brincando com seu patinho de borracha, aprendendo a andar ou correndo pelo quintal, mas n\u00e3o podemos esquecer que no mundo existem pessoas que vendem esse tipo de imagem com fins indecorosos e outros que pagam por elas. \u00c9 importante que, como adultos respons\u00e1veis, ajudemos a preservar a privacidade de nossos parentes mais jovens.<\/p>\n<h6>Com informa\u00e7\u00f5es da Jeffrey Group<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No entanto, quase um quarto dos latinos-americanos disseram ter se arrependido ap\u00f3s uma publica\u00e7\u00e3o viralizar nas redes sociais.<\/p>\n","protected":false},"author":61,"featured_media":10380,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[14,1028],"tags":[104,284,123,53,642],"class_list":{"0":"post-11282","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-news","8":"category-privacy","9":"tag-criancas","10":"tag-cyberbullying","11":"tag-filhos","12":"tag-privacidade","13":"tag-safe-kids"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/brasileiros-fotos-filhos-roupas-intimas\/11282\/"}],"acf":[],"banners":"","maintag":{"url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/tag\/privacidade\/","name":"privacidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/61"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11282"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12805,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11282\/revisions\/12805"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10380"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}