{"id":15432,"date":"2020-05-21T19:14:28","date_gmt":"2020-05-21T22:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/?p=15432"},"modified":"2022-05-05T08:58:42","modified_gmt":"2022-05-05T11:58:42","slug":"criancas-brasileiras-acesso-mais-cedo-eletronicos-al","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/criancas-brasileiras-acesso-mais-cedo-eletronicos-al\/15432\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as brasileiras s\u00e3o as que tem acesso mais cedo a eletr\u00f4nicos na AL"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a internet se transformou num dos passatempos prediletos das crian\u00e7as e adolescentes. Conectados \u00e0 imensid\u00e3o de coisas oferecidas pelo mundo virtual, os jovens podem aprender e se divertir. Mas, infelizmente, n\u00e3o existe apenas o lado bom -h\u00e1 tamb\u00e9m amea\u00e7as reais, contra as quais pais e m\u00e3es t\u00eam papel fundamental na seguran\u00e7a da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Mas como proteger os filhos em um ambiente de acesso f\u00e1cil e r\u00e1pido contra uma s\u00e9rie de riscos, como conte\u00fados inapropriados, ass\u00e9dio ou invas\u00e3o de privacidade? Definitivamente, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Para melhor entender esta nova miss\u00e3o incorporada \u00e0 paternidade, a Kaspersky, em parceria com a empresa de pesquisa CORPA, entrevistou pais e m\u00e3es do Brasil e de outros cinco pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (Argentina, Chile, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Peru) para um estudo sobre como eles est\u00e3o cuidando da vida digital das crian\u00e7as latino-americanas.<\/p>\n<p>O material analisa os impactos da internet na rela\u00e7\u00e3o familiar, abordando quest\u00f5es como: a frequ\u00eancia com que os jovens utilizam dispositivos inteligentes, a rela\u00e7\u00e3o com outras pessoas no espa\u00e7o virtual, os riscos reais aos quais est\u00e3o expostos enquanto navegam e a maneira pela qual os pais gerenciam diferentes ferramentas para supervisionar as atividades de seus filhos na rede.<\/p>\n<p>Todos esses <em>insights<\/em> permitem identificar novas maneiras com as quais a Kaspersky poder\u00e1 contribuir para que pais e m\u00e3es, n\u00e3o apenas na Am\u00e9rica Latina, mas em todo o mundo, sintam-se mais bem preparados para proteger a seguran\u00e7a daqueles que mais importam: suas crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong><u>Metodologia<\/u><\/strong><\/p>\n<p>O estudo contou com a participa\u00e7\u00e3o de 2.294 entrevistados de seis pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina (Argentina, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Peru). Todos os respondentes est\u00e3o na faixa et\u00e1ria dos 25 aos 60 anos, s\u00e3o pais ou m\u00e3es de crian\u00e7as e adolescentes entre 0 e 18 anos, e usu\u00e1rios de dispositivos eletr\u00f4nicos (computadores, smartphones, tablets etc). As entrevistas foram realizadas pela CORPA, de forma online, entre fevereiro e mar\u00e7o de 2020.<\/p>\n<p><strong><u>Destaques da pesquisa<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o uso de internet e dispositivos conectados<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Sete anos \u00e9 a idade com que as crian\u00e7as acessam pela primeira vez um dispositivo inteligente. O Brasil \u00e9 onde as crian\u00e7as t\u00eam acesso mais precoce a esses aparelhos, enquanto a Col\u00f4mbia, onde o contato acontece mais tardiamente.<\/li>\n<li>Nove anos \u00e9 a idade com que as crian\u00e7as da regi\u00e3o recebem e tornam-se donas de seu primeiro dispositivo eletr\u00f4nico.<\/li>\n<li>Entretenimento e educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais motivos pelos quais os pais permitem a seus filhos utilizarem dispositivos eletr\u00f4nicos. No Brasil, Argentina e Chile, o entretenimento \u00e9 a principal justificativa, enquanto na Col\u00f4mbia e M\u00e9xico, os pais afirmam que o uso \u00e9 predominantemente educacional.<\/li>\n<li>Em todos os pa\u00edses, a maioria das crian\u00e7as usa esses dispositivos diariamente e por uma ou v\u00e1rias horas, apesar de a maior parcela dos pais afirmar que sempre ou quase sempre limita o tempo que seus filhos passam conectados \u00e0 internet. A maioria dos adultos acredita ter controle suficiente sobre a vida digital de seus filhos; no entanto, uma propor\u00e7\u00e3o similar afirma que n\u00e3o os supervisiona como gostariam, devido \u00e0 falta de tempo.<\/li>\n<li>Limitar o tempo de uso do dispositivo \u00e9 a principal estrat\u00e9gia empregada pelos pais para proteger os menores das ciberamea\u00e7as. Em segundo lugar, est\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o sobre cibercrimes, seguida da revis\u00e3o do hist\u00f3rico de navega\u00e7\u00e3o. J\u00e1 uma parcela bastante inferior disse ter recorrido \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de programas de controle parental. Em rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo quesito, a Col\u00f4mbia \u00e9 o pa\u00eds onde mais pais possuem essa modalidade de software, enquanto o Peru \u00e9 onde estes programas s\u00e3o menos utilizados.<\/li>\n<li>Cerca de um ter\u00e7o dos entrevistados n\u00e3o sabe as senhas usadas pelos seus filhos. Outro ter\u00e7o afirma conhecer as senhas e as utiliz\u00e1-las regularmente para monitorar as contas das crian\u00e7as na internet. Propor\u00e7\u00e3o semelhante diz possuir as credenciais dos menores, mas n\u00e3o fazer uso delas para fiscaliz\u00e1-los.<\/li>\n<li>Entre os pa\u00edses apurados, a Col\u00f4mbia \u00e9 onde a maioria dos pais acredita que a internet representa uma amea\u00e7a \u00e0 integridade de seus filhos. Por outro lado, os pais argentinos s\u00e3o os que menos temem por esse risco.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sobre as preocupa\u00e7\u00f5es dos pais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O uso excessivo dos videogames \u00e9 um problema enfrentado em todos os pa\u00edses pesquisados, com maior for\u00e7a no Chile e na Argentina. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante, visto que, ao passar tantas horas na frente das telas, as crian\u00e7as podem ficar expostas ao contato com pessoas estranhas ou mesmo a problemas de sa\u00fade ou emocionais.<\/li>\n<li>As maiores preocupa\u00e7\u00f5es que os pais t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida digital das crian\u00e7as s\u00e3o: a falta de atividades f\u00edsicas, o v\u00edcio em jogos eletr\u00f4nicos e o baixo rendimento escolar. Outros fatores que inquietam os adultos s\u00e3o o ass\u00e9dio sexual, acesso a pornografia, ciberbullying, usurpa\u00e7\u00e3o de identidade e divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pessoais. A Col\u00f4mbia \u00e9 o \u00fanico pa\u00eds em que o maior receio \u00e9 o poss\u00edvel contato com &#8220;m\u00e1s companhias&#8221;.<\/li>\n<li>Entre os entrevistados \u00e9 quase un\u00e2nime o \u200b\u200bentendimento de que n\u00e3o existe problemas \u00e9ticos em rastrear o conte\u00fado acessado pelos filhos, embora quase metade dos entrevistados indique que a vigil\u00e2ncia \u00e9 admitida at\u00e9 certa idade. O limite para monitorar os filhos \u00e9 de 16 a 17 anos, segundo eles.<\/li>\n<li>A maioria dos respondentes afirma ter discutido regras de ciberseguran\u00e7a com os seus filhos.<\/li>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o ao que pensam de suas pr\u00f3prias condutas paternais, a superprote\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as foi o t\u00f3pico mais apontado pelos entrevistados. Em seguida, est\u00e3o o pouco tempo de conviv\u00eancia com eles, a falta de envolvimento no cotidiano das crian\u00e7as e a incerteza sobre se est\u00e3o educando-os de maneira correta.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sobre os pais e as redes sociais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Entre os pa\u00edses participantes da pesquisa, o Brasil \u00e9 onde mais pais afirmam compartilhar conte\u00fado relacionado aos filhos nas redes sociais. O M\u00e9xico, por outro lado, \u00e9 onde h\u00e1 o menor \u00edndice de pais publicando esse tipo de conte\u00fado. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia das divulga\u00e7\u00f5es, Chile e Brasil s\u00e3o os pa\u00edses com maior n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es semanais.<\/li>\n<li>Manter as mem\u00f3rias e sentir orgulho dos filhos s\u00e3o as principais justificativas dos pais para compartilhar conte\u00fado relacionado a seus filhos nas redes sociais. O conte\u00fado publicado \u00e9, na maioria das vezes, hobbies e hist\u00f3rias de vida dos menores.<\/li>\n<li>A maior parte dos pais latino-americanos n\u00e3o gostariam que seus filhos ficassem populares nas redes sociais. Eles tamb\u00e9m afirmam n\u00e3o se interessar em se tornar blogueiros sobre paternidade. No entanto, a maioria dos entrevistados gostaria que seus filhos fossem influenciadores nas redes sociais.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><u>Conclus\u00f5es<\/u><\/strong><\/p>\n<p>Embora os pais latino-americanos afirmem ter a vida digital de seus filhos sob controle, grande parte das crian\u00e7as passa v\u00e1rias horas do dia conectada a dispositivos inteligentes. Ainda que sob a justificativa de que esse uso \u00e9 principalmente voltado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao entretenimento, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que, em algumas ocasi\u00f5es, o tempo gasto pelos menores na internet torna-se excessivo. Consequentemente, isso gera preocupa\u00e7\u00e3o e conflitos no ambiente familiar.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a internet oferece uma variedade de ferramentas e oportunidades para crian\u00e7as e adolescentes. Mas, para que os jovens possam ter os benef\u00edcios do mundo virtual, s\u00e3o necess\u00e1rios o apoio e a orienta\u00e7\u00e3o de adultos. Estes s\u00e3o os \u00fanicos capazes de mant\u00ea-los longe das amea\u00e7as online que evoluem a cada dia. Nesse contexto, s\u00e3o medidas fundamentais o di\u00e1logo aberto sobre as ciberamea\u00e7as e a incorpora\u00e7\u00e3o de ferramentas de controle parental \u2013 que, al\u00e9m de bloquear conte\u00fados potencialmente perigosos, ainda mant\u00e9m os pais informados sobre os interesses de seus filhos na internet.<\/p>\n<p>Resguardar a experi\u00eancia digital das crian\u00e7as beneficia o relacionamento familiar, permite que pais e filhos passem mais tempo juntos, que boas condutas na internet sejam respeitadas e que toda a fam\u00edlia se mantenha protegida de amea\u00e7as virtuais mais s\u00e9rias. Esse per\u00edodo de isolamento social pode se tornar a oportunidade para aprimorar essa rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como proteger os filhos em um ambiente de acesso f\u00e1cil e r\u00e1pido contra uma s\u00e9rie de riscos, como conte\u00fados inapropriados, ass\u00e9dio ou invas\u00e3o de privacidade?<\/p>\n","protected":false},"author":2706,"featured_media":14675,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[550,373,642],"class_list":{"0":"post-15432","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-special-projects","8":"tag-ciberbullying","9":"tag-pesquisa","10":"tag-safe-kids"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/criancas-brasileiras-acesso-mais-cedo-eletronicos-al\/15432\/"}],"acf":[],"banners":"","maintag":{"url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/tag\/safe-kids\/","name":"Safe Kids"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2706"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15432"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15432\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15523,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15432\/revisions\/15523"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}