{"id":20753,"date":"2023-02-15T15:41:39","date_gmt":"2023-02-15T18:41:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/?p=20753"},"modified":"2023-02-27T09:33:42","modified_gmt":"2023-02-27T12:33:42","slug":"cacti-against-radiation-myth-or-truth","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/20753\/","title":{"rendered":"Fato ou fake: cactos comem radia\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Nossos colegas investigaram recentemente a extens\u00e3o de alguns conceitos equivocados no campo da ciberseguran\u00e7a. E dificilmente poderiam deixar de incluir a ferramenta de seguran\u00e7a mais conhecida de todas: o humilde cacto. Acontece que mais de um ter\u00e7o dos entrevistados (37%) acredita que os cactos absorvem a radia\u00e7\u00e3o nociva do monitor.<\/p>\n<p>\u00c9 tentador tratar essa ideia como uma inverdade, mas por tr\u00e1s de cada lenda urbana existe um gr\u00e3o de verdade. Nesse caso, a hist\u00f3ria \u00e9 muito instrutiva se voc\u00ea se preocupa com sua sa\u00fade.<\/p>\n<h2>Do espa\u00e7o sideral para a tela do monitor do computador<\/h2>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro quando exatamente as propriedades protetoras do cacto foram discutidas pela primeira vez. Algumas fontes mencionam um \u201cestudo da NASA\u201d, mas sem fornecer um link. Dito isso, a NASA realmente estuda o <a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/pdf\/284274main_Radiation_HS_Mod2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">efeito da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica nas plantas<\/a> h\u00e1 algum tempo. Al\u00e9m disso, os pesquisadores espaciais est\u00e3o extremamente interessados \u200b\u200bno impacto da radia\u00e7\u00e3o ionizante (raios X e raios gama) \u2014 um dos principais riscos \u00e0 sa\u00fade no espa\u00e7o. E n\u00e3o seria nada surpreendente se os cactos mostrassem bons resultados em tais experimentos \u2014 afinal, eles sobrevivem bem em desertos equatoriais, onde s\u00e3o bombardeados pelo sol, quase que constantemente, com radia\u00e7\u00e3o ultravioleta (que tem um comprimento de onda semelhante aos raios X).<\/p>\n<p>Mas, ao aplicar essas observa\u00e7\u00f5es \u00e0 \u201cradia\u00e7\u00e3o nociva do monitor\u201d, surgem tr\u00eas quest\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Os monitores de computador produzem radia\u00e7\u00e3o ionizante?<\/li>\n<li>Os monitores de computador produzem outras radia\u00e7\u00f5es nocivas?<\/li>\n<li>Os cactos ajudam na prote\u00e7\u00e3o contra ela?<\/li>\n<\/ol>\n<p>A primeira pergunta \u00e9 f\u00e1cil de responder com a ajuda de um dos\u00edmetro. N\u00e3o, os monitores dos dias de hoje n\u00e3o emitem tal radia\u00e7\u00e3o ionizante (como raios X), que excederia a radia\u00e7\u00e3o natural ambiente.<\/p>\n<p>No entanto, todos os aparelhos el\u00e9tricos s\u00e3o uma fonte de outras radia\u00e7\u00f5es eletromagn\u00e9ticas em frequ\u00eancias mais baixas. E como o termo \u201cradia\u00e7\u00e3o\u201d tem uma conota\u00e7\u00e3o negativa para muitos, algumas pessoas ficam confusas. \u00c9 provavelmente por isso que a pesquisa espacial da NASA foi transferida para eletrodom\u00e9sticos e os campos eletromagn\u00e9ticos que eles produzem.<\/p>\n<p>Ok, vamos dar uma olhada mais de perto nessa radia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 de raios-X (n\u00e3o se preocupe, \u00e9 seguro fazer isso). O efeito dos cactos na radia\u00e7\u00e3o do monitor foi <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/330762236_Effect_of_Cactus_Plants_on_Magnetic_Fields_Bruited_by_Computer_Screens\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">estudado em 2018<\/a> por pesquisadores de duas universidades na Turquia. Eles coletaram cactos de diferentes tipos e tamanhos (alguns muito grandes), bem como v\u00e1rios monitores de computador: tanto os antigos tubos de raios cat\u00f3dicos (CRTs) quanto os mais novos de cristal l\u00edquido (desktop e laptop) (LCDs). Diferentes posi\u00e7\u00f5es de cactos tamb\u00e9m foram testadas, tanto na frente quanto atr\u00e1s dos monitores.<\/p>\n<div id=\"attachment_20756\" style=\"width: 1191px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20756\" class=\"wp-image-20756 size-full\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2023\/02\/15142948\/cacti-against-radiation-myth-or-truth-01.jpg\" alt=\"Independentemente de onde o cacto fosse colocado, ele n\u00e3o tinha nenhum efeito sobre a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico.\" width=\"1181\" height=\"471\"><p id=\"caption-attachment-20756\" class=\"wp-caption-text\">Independentemente de onde o cacto fosse colocado, ele n\u00e3o tinha nenhum efeito sobre a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico.<\/p><\/div>\n<p>Os cientistas turcos mediram a for\u00e7a do campo magn\u00e9tico do monitor com e sem cactos e, em todos os casos, as plantas n\u00e3o tiveram nenhum efeito. Ent\u00e3o a\u00ed est\u00e1: os cactos n\u00e3o absorvem a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica dos monitores. Esse \u00e9 o primeiro mito devidamente destru\u00eddo.<\/p>\n<h2>Quais campos eletromagn\u00e9ticos s\u00e3o prejudiciais?<\/h2>\n<p>A pergunta mais dif\u00edcil permanece: que mal a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica causa? A quest\u00e3o surgiu no estudo turco e em muitos outros. Campos eletromagn\u00e9ticos fortes s\u00e3o realmente prejudiciais: em particular, eles aumentam o risco de tumores cancer\u00edgenos. Como tal, existem recomenda\u00e7\u00f5es gerais da OMS e padr\u00f5es de seguran\u00e7a mais detalhados, que especificam a for\u00e7a m\u00e1xima permitida de campos eletromagn\u00e9ticos (EMF, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que monitores modernos de LCD e laptop n\u00e3o produzem EMFs perigosos. A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que muitos eletrodom\u00e9sticos ao nosso redor realmente geram campos eletromagn\u00e9ticos muito poderosos e muitas vezes prejudiciais. CRTs antigos s\u00e3o um dos culpados, mas n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea mesmo pode analisar sua casa ou escrit\u00f3rio usando um dispositivo que mede a intensidade do campo el\u00e9trico (em volts por metro) e a densidade\/intensidade do fluxo magn\u00e9tico (em microteslas). No entanto, voc\u00ea ir\u00e1 notar que os padr\u00f5es de seguran\u00e7a podem variar muito a depender do pa\u00eds (consulte a <a href=\"https:\/\/www.rivm.nl\/sites\/default\/files\/2018-11\/Comparison%20of%20international%20policies%20on%20electromagnetic%20fields%202018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">tabela comparativa<\/a>).<\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses europeus, a intensidade m\u00e1xima permitida de um campo el\u00e9trico alternado com frequ\u00eancia de 50\/60 Hz (a frequ\u00eancia CA na tomada) em \u00e1reas residenciais \u00e9 de 5.000 V\/m, e a intensidade m\u00e1xima do campo magn\u00e9tico \u00e9 de 100 microteslas. No entanto, em alguns pa\u00edses os limites s\u00e3o mais r\u00edgidos, ou seja, mais baixos: por exemplo, na China (4000 V\/m), Jap\u00e3o (3000 V\/m), Rep\u00fablica Tcheca e Cro\u00e1cia (2000 V\/m) e Pol\u00f4nia (1000 V\/m). Enquanto isso, os padr\u00f5es mais rigorosos de todos s\u00e3o os da R\u00fassia: em instala\u00e7\u00f5es residenciais, o campo el\u00e9trico n\u00e3o deve exceder 500V\/m e indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica \u2013 cinco microteslas.<\/p>\n<div id=\"attachment_20757\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20757\" class=\"wp-image-20757 size-full\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2023\/02\/15143101\/cacti-against-radiation-myth-or-truth-02.jpg\" alt=\"O carregador de smartphone com fio produz EMFs bastante fortes.\" width=\"1000\" height=\"997\"><p id=\"caption-attachment-20757\" class=\"wp-caption-text\">O carregador de smartphone com fio produz EMFs bastante fortes.<\/p><\/div>\n<p>Isso se refere \u00e0 radia\u00e7\u00e3o produzida pela corrente de nossas tomadas, bem como eletrodom\u00e9sticos que usam essa corrente. Mas muitos aparelhos modernos produzem emiss\u00f5es de radiofrequ\u00eancia ainda mais \u201cen\u00e9rgicas\u201d; ou seja, eles transmitem mais energia para o tecido vivo devido \u00e0 sua frequ\u00eancia mais alta. Portanto, os padr\u00f5es de seguran\u00e7a para eles s\u00e3o muito mais r\u00edgidos. Por exemplo, na maioria dos pa\u00edses europeus, para radia\u00e7\u00e3o com frequ\u00eancia de 900MHz (na qual operam os dispositivos m\u00f3veis modernos), a intensidade do campo el\u00e9trico permiss\u00edvel \u00e9 de 41V\/m, e a indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica de tais emissores n\u00e3o deve exceder 0,14 microteslas.<\/p>\n<p>Vamos verificar quais valores podem ser encontrados atualmente em um apartamento comum. Medindo uma tomada com um carregador de smartphone, vemos que a intensidade do campo el\u00e9trico \u00e9 de 1296V\/m e a indu\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica \u00e9 de 14,6 microteslas. N\u00e3o muito saud\u00e1vel, a julgar pelos padr\u00f5es russos, poloneses ou eslovenos. E um carregador de smartphone sem fio, apesar de seu tamanho pequeno, gera um campo muito mais forte: 1919V\/m e 16 microteslas.<\/p>\n<div id=\"attachment_20758\" style=\"width: 1010px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20758\" class=\"wp-image-20758 size-full\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2023\/02\/15153632\/cacti-against-radiation-myth-or-truth-03.jpg\" alt=\"Um carregador sem fio de carga r\u00e1pida gera EMFs ainda mais fortes - o que n\u00e3o \u00e9 surpreendente, pois carrega dispositivos sem fio.\" width=\"1000\" height=\"752\"><p id=\"caption-attachment-20758\" class=\"wp-caption-text\">Um carregador sem fio de carga r\u00e1pida gera EMFs ainda mais fortes \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 surpreendente, pois carrega dispositivos sem fio.<\/p><\/div>\n<p>Campos eletromagn\u00e9ticos ainda mais poderosos podem ser encontrados perto de fog\u00f5es el\u00e9tricos (especialmente os de indu\u00e7\u00e3o), geladeiras, fornos de micro-ondas e roteadores Wi-Fi.<\/p>\n<h2>Como lidar com campos nocivos?<\/h2>\n<p>As normas acima descritas n\u00e3o s\u00e3o imut\u00e1veis, at\u00e9 porque variam de pa\u00eds para pa\u00eds \u2014 e n\u00e3o apenas quanto aos limites prescritos, mas tamb\u00e9m quanto aos pr\u00f3prios par\u00e2metros escolhidos para medi\u00e7\u00e3o. Por exemplo, algumas normas de seguran\u00e7a avaliam n\u00e3o a intensidade da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, mas o tempo m\u00e1ximo que uma pessoa pode ficar exposta a ela sem efeitos nocivos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para analisar um caso espec\u00edfico, \u00e9 melhor buscar a orienta\u00e7\u00e3o de um especialista. Vamos simplesmente adicionar algumas dicas para prote\u00e7\u00e3o contra EMFs nocivos. Existem dois principais meios t\u00e9cnicos e um, digamos, <em>humanit\u00e1rio<\/em>.<\/p>\n<p>O primeiro m\u00e9todo t\u00e9cnico \u00e9 a triagem \u2013 a instala\u00e7\u00e3o de estruturas especiais de malha de metal entre o usu\u00e1rio e um poderoso aparelho el\u00e9trico. Este m\u00e9todo \u00e9 bastante usado na ind\u00fastria, mas muito raramente na vida cotidiana.<\/p>\n<p>O segundo m\u00e9todo \u00e9 mais aplic\u00e1vel em casa: garantir que os aparelhos el\u00e9tricos estejam corretamente aterrados para descarregar a \u201celetricidade excedente\u201d de seus dispositivos. Melhor chamar um profissional do que tentar voc\u00ea mesmo. E mesmo um eletricista experiente pode n\u00e3o ser capaz de ajudar se o projeto do seu pr\u00e9dio n\u00e3o permitir o aterramento.<\/p>\n<p>Mas o terceiro m\u00e9todo de defesa voc\u00ea sempre pode implementar sozinho. Chamada de \u201clei do inverso do quadrado\u201d, ela afirma que a for\u00e7a EMF diminui rapidamente com a dist\u00e2ncia da fonte de radia\u00e7\u00e3o (inversamente proporcional ao quadrado da dist\u00e2ncia da fonte, para ser mais preciso). Portanto, entre 1,5 e 2 metros de dist\u00e2ncia de quase qualquer dispositivo dom\u00e9stico, sua radia\u00e7\u00e3o \u00e9 fraca e n\u00e3o prejudicial.<\/p>\n<p>Em outras palavras, n\u00e3o v\u00e1 para a cama com a cabe\u00e7a pressionada contra uma tomada com dois carregadores de celular ou sente-se \u00e0 mesa com as costas apoiadas em um roteador Wi-Fi. Basta aplicar a mesma \u201cregra da dist\u00e2ncia\u201d em rela\u00e7\u00e3o aos eletrodom\u00e9sticos que provavelmente lhe foi dito na inf\u00e2ncia toda vez que corria para assistir \u00e0 TV.<\/p>\n<p>E para facilitar o cumprimento dessa regra, experimente marcar a \u00e1rea ao redor do aparelho em quest\u00e3o. Por exemplo, cerque-o com grandes cactos. E se algu\u00e9m gentilmente informar a voc\u00ea que essas plantas n\u00e3o protegem contra a radia\u00e7\u00e3o prejudicial, conte-lhes sobre a lei do inverso do quadrado e o papel \u00fatil desempenhado pela barreira espinhosa. Os cactos n\u00e3o impedem que a radia\u00e7\u00e3o atinja a pessoa \u2013 e sim que a pessoa chegue \u00e0 radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<input type=\"hidden\" class=\"category_for_banner\" value=\"premium-generic\">\n<p><strong>Ent\u00e3o, \u00e9 fato ou fake que os cactos protegem da radia\u00e7\u00e3o nociva?<\/strong><strong><br>\n<\/strong><strong>Fake. O estudo mostrou que os cactos n\u00e3o t\u00eam nenhum efeito sobre a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. Mas podem ser \u00fateis para cercar eletrodom\u00e9sticos que geram EMF.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de um ter\u00e7o das pessoas entrevistadas acredita que os cactos absorvem a radia\u00e7\u00e3o nociva. Campos el\u00e9tricos fortes s\u00e3o realmente prejudiciais, mas a prote\u00e7\u00e3o do cacto funciona de maneira muito diferente do que voc\u00ea imaginou.<\/p>\n","protected":false},"author":2497,"featured_media":20755,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[856,3081,602,2902,269],"class_list":{"0":"post-20753","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-tips","8":"tag-mitos","9":"tag-radiacao","10":"tag-testes","11":"tag-verificacao-de-fatos","12":"tag-wi-fi"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/20753\/"},{"hreflang":"en-in","url":"https:\/\/www.kaspersky.co.in\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/25151\/"},{"hreflang":"en-ae","url":"https:\/\/me-en.kaspersky.com\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/20647\/"},{"hreflang":"ar","url":"https:\/\/me.kaspersky.com\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/10771\/"},{"hreflang":"en-us","url":"https:\/\/usa.kaspersky.com\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/27782\/"},{"hreflang":"en-gb","url":"https:\/\/www.kaspersky.co.uk\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/25483\/"},{"hreflang":"es-mx","url":"https:\/\/latam.kaspersky.com\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/25863\/"},{"hreflang":"es","url":"https:\/\/www.kaspersky.es\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/28378\/"},{"hreflang":"ru","url":"https:\/\/www.kaspersky.ru\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/34427\/"},{"hreflang":"tr","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.tr\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/11334\/"},{"hreflang":"x-default","url":"https:\/\/www.kaspersky.com\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/47053\/"},{"hreflang":"fr","url":"https:\/\/www.kaspersky.fr\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/20107\/"},{"hreflang":"de","url":"https:\/\/www.kaspersky.de\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/29742\/"},{"hreflang":"ja","url":"https:\/\/blog.kaspersky.co.jp\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/33254\/"},{"hreflang":"ru-kz","url":"https:\/\/blog.kaspersky.kz\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/25690\/"},{"hreflang":"en-au","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.au\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/31524\/"},{"hreflang":"en-za","url":"https:\/\/www.kaspersky.co.za\/blog\/cacti-against-radiation-myth-or-truth\/31237\/"}],"acf":[],"banners":"","maintag":{"url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/tag\/verificacao-de-fatos\/","name":"verifica\u00e7\u00e3o de fatos"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2497"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20753"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20819,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20753\/revisions\/20819"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}