{"id":281,"date":"2013-01-15T16:54:59","date_gmt":"2013-01-15T16:54:59","guid":{"rendered":"http:\/\/kasperskydaily.com\/brazil\/?p=281"},"modified":"2019-11-22T08:12:43","modified_gmt":"2019-11-22T11:12:43","slug":"a-expedicao-a-7-vulcoes-da-kaspersky","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/a-expedicao-a-7-vulcoes-da-kaspersky\/281\/","title":{"rendered":"A Expedi\u00e7\u00e3o a 7 Vulc\u00f5es da Kaspersky"},"content":{"rendered":"<p>Escalar os mais altos vulc\u00f5es em cada continente sozinho, sem qualquer aux\u00edlio, definitivamente, n\u00e3o \u00e9 para os fracos de esp\u00edrito! \u00c9 preciso ser arrojado, corajoso&#8230; e s\u00f3 um pouquinho louco. Mas Olga Rumyantseva certamente n\u00e3o est\u00e1 intimidada. Ela acaba de partir para conquistar o Monte Sidley, o Kilimanjaro, o Monte Giluwe, o Damavand, o Elbrus, o Pico de Orizaba e o Ojos del Salado. N\u00f3s na Kaspersky Lab valorizamos muit\u00edssimo o compromisso e a dedica\u00e7\u00e3o, e \u00e9 por isso que decidimos ajudar Olga em sua audaciosa aventura.<\/p>\n<p>Olga (38) possui uma carreira bem sucedida como consultora financeira e \u00e9 m\u00e3e de duas meninas, mas ela n\u00e3o parou por a\u00ed. O seu hobby, montanhismo, transformou-se em profiss\u00e3o em 2008 quando ela assumiu o cargo de instrutora no clube de escalada Seven Summits. Perguntamos a Olga sobre sua paix\u00e3o pelas escaladas e sobre a import\u00e2ncia do projeto 7 Vulc\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00ea decidiu conquistar os sete vulc\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se conquista uma montanha; voc\u00ea escala uma montanha, ou n\u00e3o escala J. O n\u00famero sete atrai as pessoas. Sete notas musicais, sete cores do arco-\u00edris&#8230; sete continentes. O desafio de escalar os sete cumes mais altos do mundo, em todos os continentes, \u00e9 popular faz muito tempo. Recentemente, um novo desafio \u2013 o de escalar os vulc\u00f5es mais altos em cada um dos sete continentes \u2013 tamb\u00e9m ganhou popularidade.\u00a0 Eu gosto do fato de n\u00e3o ser apenas um n\u00famero aleat\u00f3rio de vulc\u00f5es, mas todo um projeto. Cada topo novo \u00e9 uma nova descoberta, uma nova jornada. E isso \u00e9 algo que qualquer um pode fazer, diferente dos Sete Cumes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/01\/06135213\/Olga_1.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p><strong>O que esses sete vulc\u00f5es t\u00eam em particular?<\/strong><\/p>\n<p>Esse \u00e9 o desafio espec\u00edfico: os vulc\u00f5es mais altos em cada continente. Vulc\u00f5es s\u00e3o realmente fascinantes. Eles t\u00eam vida.<\/p>\n<p>Desses sete vulc\u00f5es, j\u00e1 estive em quatro como guia: Elbrus, Pico de Orizaba, Kilimanjaro e Damavand. Enquanto levava os clientes para subir naqueles vulc\u00f5es, senti um forte desejo de retornar a eles sozinha e de escal\u00e1-los do jeito que eu queria, e sou capaz de fazer isso, sem precisar me preocupar com ningu\u00e9m mais.<\/p>\n<p><strong>Por que fazer isso sozinha?<\/strong><\/p>\n<p>Sozinha n\u00e3o \u00e9 exatamente o termo certo. Eu diria: sem uma equipe, sem aux\u00edlio de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Em geral, quando se planeja uma expedi\u00e7\u00e3o de montanhismo, existe uma equipe na qual cada um desempenha um papel, e todos come\u00e7am a trabalhar juntos para atingir aquela meta. E, embora cada pessoa seja importante dentro da estrutura da expedi\u00e7\u00e3o, algu\u00e9m pode ser facilmente substitu\u00eddo. Em outras palavras, o grupo \u00e9 mais importante que o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Eu jogo individualmente. N\u00e3o gosto de esportes de equipe. Preciso saber que o resultado depende s\u00f3 de mim, de mim e mais ningu\u00e9m, de que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma chance de sentar no banco dos reservas.<\/p>\n<p>Dito isso, o montanhismo n\u00e3o \u00e9 exatamente um esporte. N\u00e3o h\u00e1 competi\u00e7\u00f5es no sentido estrito. N\u00e3o h\u00e1 ganhadores ou perdedores. Voc\u00ea precisa escolher um alvo e alcan\u00e7\u00e1-lo. O importante \u00e9 aderir aos seus pr\u00f3prios padr\u00f5es. Escalar da maneira que quiser. Para mim, a escalada \u00e9 um modo de vida, uma filosofia\u2026<\/p>\n<p><strong>Essas escaladas aumentam a sua experi\u00eancia de alguma maneira?<\/strong><\/p>\n<p>O projeto 7 Vulc\u00f5es prev\u00ea viagens a v\u00e1rios cantos do planeta. N\u00e3o se trata apenas do lado f\u00edsico, mas tamb\u00e9m de novas impress\u00f5es, de conhecer gente nova, suas culturas. Um viajante solit\u00e1rio fica mais aberto a conhecer novas pessoas.<\/p>\n<p>Acho que vou encontrar muita gente nova e fazer contatos bem interessantes durante o treinamento e as escaladas em si. Se eu encontrar afinidades entre essas pessoas, se eu perceber que compartilham minhas metas (todos os sete vulc\u00f5es s\u00e3o na verdade conhecidos destinos de escalada), ent\u00e3o \u00e9 bem poss\u00edvel que a gente siga junto por alguma parte do caminho.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, terei tudo de que preciso para andar sozinha, ent\u00e3o poderei seguir o percurso independente de outras pessoas e das circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p><strong>Qual ser\u00e1 o n\u00edvel de dificuldade?<\/strong><\/p>\n<p>Depende. No geral, \u00e9 bem dif\u00edcil: a maioria desses vulc\u00f5es tem mais de 5.000 m de altitude. Nesse caso, de montanhismo de grande altitude, \u00e9 preciso treinamento f\u00edsico s\u00e9rio. Assim como em qualquer outra grande montanha, o escalador pode se deparar nesses vulc\u00f5es com condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas severas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/01\/06135212\/Olga_2.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"512\" \/><\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea treinar\u00e1 para o circuito?<\/strong><\/p>\n<p>Da mesma forma que para outras escaladas: \u00e9 preciso treinar o corpo para atividades f\u00edsicas intensas num ambiente em que h\u00e1 pouco oxig\u00eanio no ar. Qualquer exerc\u00edcio f\u00edsico serve, seja corrida de longa dist\u00e2ncia, nata\u00e7\u00e3o, etc. O mais importante \u00e9 um forte desejo de alcan\u00e7ar o topo. O sucesso depende 50% do seu estado psicol\u00f3gico positivo. Eu tenho esse tipo de postura: paci\u00eancia, persist\u00eancia e confian\u00e7a na pr\u00f3pria for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Qualquer um poderia fazer isso? Digamos, algu\u00e9m que trabalha em um escrit\u00f3rio. Essa pessoa poderia simplesmente ir l\u00e1 e escalar um vulc\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Mas voc\u00ea n\u00e3o pode s\u00f3 levantar e partir. \u00c9 preciso encontrar um guia experiente e <em>depois<\/em> partir. Para fazer a escalada e, mais importante ainda, descer em seguida, para ficar vivo e inteiro, \u00e9 preciso saber como se aclimatar a altitudes extremas, como planejar suas reservas f\u00edsicas, ser capaz de se orientar durante o percurso, conhecer as peculiaridades do clima nas montanhas, os riscos da montanha, possuir as habilidades b\u00e1sicas de montanhismo (como usar botas com travas para andar no gelo, etc.), e um monte de outros fatores.<\/p>\n<p>A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Ojos del Salado, o vulc\u00e3o mais alto da Am\u00e9rica do Sul. Tem quase 7.000\u00a0m de altitude. Antes de partir para uma altura dessas, voc\u00ea precisa ter experi\u00eancia em montanhismo de grande altitude. \u00c9 claro, algu\u00e9m pode tentar isso sem ter a experi\u00eancia certa, mas \u00e9 muito prov\u00e1vel que n\u00e3o v\u00e1 conseguir e ainda provocar\u00e1 danos irrepar\u00e1veis a seu corpo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos outros vulc\u00f5es, eles s\u00e3o bastante apropriados para montanhistas novatos. S\u00f3 um exemplo: no ano passado, Sergu\u00eai Pikkat-Ordynskiy, da Kaspersky Lab, escalou o Orizaba, o vulc\u00e3o mais alto da Am\u00e9rica do Norte, sem nenhuma experi\u00eancia pr\u00e9via em montanhismo. Esse cara nunca tinha ido \u00e0s montanhas antes e queria descobrir o que s\u00e3o as montanhas e como escal\u00e1-las.<em><\/em><\/p>\n<p><strong>Existe algum treinamento f\u00edsico ou psicol\u00f3gico especial? Por exemplo, a pessoa deve ser capaz de correr quantos quil\u00f4metros ou de fazer quantas flex\u00f5es em barras antes de ir para uma expedi\u00e7\u00e3o dessas?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso realmente querer fazer isso. Voc\u00ea deve ser capaz de enfrentar o frio, a fome, o esfor\u00e7o f\u00edsico, a dor. O processo de aclimata\u00e7\u00e3o muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil para quem vai \u00e0s montanhas pela primeira vez e pode provocar forte dor de cabe\u00e7a, perda de apetite, fraqueza. \u00c9 preciso ser capaz de superar as dificuldades, de se recompor e seguir adiante apesar de tudo isso.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem cifras exatas. Voc\u00ea s\u00f3 precisa estar em boa forma f\u00edsica. Por\u00e9m&#8230; isso depende dos resultados que voc\u00ea est\u00e1 buscando alcan\u00e7ar. Se quiser s\u00f3 escalar com um guia, ir \u00e0 gin\u00e1stica de vez em quando \u00e9 o bastante. Se quiser escalar e curtir isso, \u00e9 preciso se exercitar com regularidade \u2013 correr ou fazer nata\u00e7\u00e3o duas ou tr\u00eas vezes por semana.<\/p>\n<p>No meu caso, em per\u00edodos de treinamento regular, eu corro duas ou tr\u00eas vezes por semana (de 8 km a 15 km ou, se estiver com tempo e bem disposta, consigo correr at\u00e9 20 km) e nado de 1 km a 1,5 km duas ou tr\u00eas vezes por semana tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Fazer flex\u00f5es em barras n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. Isso pode ser necess\u00e1rio para treinar subidas t\u00e9cnicas quando o montanhista for escalar pared\u00f5es. Mas a gente sobe por esses vulc\u00f5es a p\u00e9. Existem somente algumas partes do percurso que precisam ser escaladas. Eu fa\u00e7o barras J. Hoje consigo fazer umas tr\u00eas, mas costumava fazer 15.<\/p>\n<p>As montanhas s\u00e3o fascinantes, mas n\u00e3o foram feitas para a vida humana. Por isso, voc\u00ea precisa ser capaz de sobreviver nelas. E de curtir isso.<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00ea acha que a Kaspersky Lab decidiu apoiar voc\u00ea? De que maneiras voc\u00eas s\u00e3o semelhantes?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que nossa semelhan\u00e7a mais importante \u00e9 a capacidade de definir metas e de alcan\u00e7\u00e1-las expandindo os limites de nossas capacidades, mesmo que isso n\u00e3o seja f\u00e1cil. Existe tamb\u00e9m uma autossufici\u00eancia e uma receptividade de tudo que \u00e9 novo e empolgante: novas pessoas, novas ideias.<\/p>\n<p><strong>P.S. A Expedi\u00e7\u00e3o a 7 Vulc\u00f5es da Kaspersky n\u00e3o \u00e9 a primeira experi\u00eancia da Kaspersky Lab em colabora\u00e7\u00e3o com exploradores altamente reconhecidos do mundo. Em 2009, a empresa patrocinou um grupo de mulheres que esquiaram mais de 900 km da costa da Ant\u00e1rtica at\u00e9 o Polo Sul. Em 2012, com o apoio da Kaspersky Lab, a exploradora brit\u00e2nica Felicity Aston tornou-se a primeira mulher a esquiar sozinha atrav\u00e9s da Ant\u00e1rtica, estabelecendo um novo recorde mundial.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escalar os mais altos vulc\u00f5es em cada continente sozinho, sem qualquer aux\u00edlio, definitivamente, n\u00e3o \u00e9 para os fracos de esp\u00edrito! \u00c9 preciso ser arrojado, corajoso&#8230; e s\u00f3 um pouquinho louco.<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":282,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[44,43],"class_list":{"0":"post-281","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-special-projects","8":"tag-expedicao-a-7-vulcoes","9":"tag-olga-rumyantseva"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/a-expedicao-a-7-vulcoes-da-kaspersky\/281\/"}],"acf":[],"banners":"","maintag":{"url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/tag\/expedicao-a-7-vulcoes\/","name":"Expedi\u00e7\u00e3o a 7 Vulc\u00f5es"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=281"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13681,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/281\/revisions\/13681"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}