{"id":467,"date":"2013-04-12T20:11:24","date_gmt":"2013-04-12T20:11:24","guid":{"rendered":"http:\/\/kasperskydaily.com\/brazil\/?p=467"},"modified":"2017-05-18T11:39:50","modified_gmt":"2017-05-18T08:39:50","slug":"computadores-no-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/computadores-no-espaco\/467\/","title":{"rendered":"Computadores no Espa\u00e7o!"},"content":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 o Dia Internacional do Voo Espacial, e n\u00f3s decidimos contar tudo sobre computadores no espa\u00e7o: como eles s\u00e3o, o que eles fazem, como e porque eles precisam estar protegidos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06152326\/computers_in_space_b2c_article_titled_BR.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-469\" alt=\"computers_in_space_b2c_article_titled_BR\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06152326\/computers_in_space_b2c_article_titled_BR.jpg\" width=\"640\" height=\"420\"><\/a><\/p>\n<p>O n\u00edvel de informatiza\u00e7\u00e3o das espa\u00e7onaves, assim como o de outros aparatos de nossas vidas, est\u00e1 em constante crescimento. Pain\u00e9is de controle gigantescos est\u00e3o sendo substitu\u00eddos por laptops que podem ser conectados a qualquer parte da estrutura principal das Esta\u00e7\u00f5es Espaciais Internacionais (ISS) habilitando o acesso dos astronautas a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, ou instru\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o. \u00d3bvio que n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1quinas como os laptops e computadores comuns, embora os equipamentos dom\u00e9sticos estejam sendo cada vez mais evolu\u00eddos eles ainda possuem limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Design<\/strong><br>\nUm visitante n\u00e3o ficaria impressionado com a modernidade da unidade de controle de uma espa\u00e7onave. Uma caixa de metal com alguns bot\u00f5es coloridos, e s\u00f3. Sem USB, \u00a0sem tela e as vezes at\u00e9 sem teclado. Com uma apar\u00eancia realmente antiguada. Tudo isso se deve ao fato de que a credibilidade do sistema \u00e9 a prioridade.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao design modular, cada unidade, seja um processador, um chip de mem\u00f3ria ou um sistema input-output, pode ser retirada e substitu\u00edda por uma nova. Este desenho \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o f\u00e1cil e r\u00e1pida, caracter\u00edsticas essenciais numa espa\u00e7onave j\u00e1 que a radia\u00e7\u00e3o pode afetar os sistemas eletr\u00f4nicos e ocasionar mal funcionamento. A ISS \u00e9 composta por muitos computadores. Alguns deles est\u00e3o instalados no exterior e os astronautas precisam sair ao espa\u00e7o para repar\u00e1-los. Ao longo do ano cerca de 20 computadores precisaram ser consertados.<\/p>\n<p><strong>Performance<\/strong><br>\nO tipo mais comum de \u00a0hardware usado em ISS hoje em dia \u00e9 o Intel 80386SX \u00a0que foi popularmente utilizado como computador dom\u00e9stico h\u00e1 vinte anos. Sua performance \u00e9 inexpressiva comparada a processadores modernos, mas h\u00e1 quem discorde desta teoria j\u00e1 que nos equipamentos de hoje em dia um enorme poder de computa\u00e7\u00e3o \u00e9 desperdi\u00e7ado com gr\u00e1ficos e interface. As tarefas b\u00e1sicas requeridas no espa\u00e7o podem ser executadas por meios muito mais modestos. Afinal, a primeira expedi\u00e7\u00e3o lunar foi realizada com algo muito simples.<\/p>\n<p>A principal raz\u00e3o pela qual os computadores espaciais est\u00e3o \u201cultrapassados\u201d \u00e9 o tempo que se deve investir no desenvolvimento de cada um. As vezes leva d\u00e9cadas. As listas de objetivos para expedi\u00e7\u00f5es futuras \u00e9 divida entre equipamentos t\u00e9cnicos e projetos de novos computadores; tudo \u00a0feito com tecnologia de ponta. Outro benef\u00edcio das antigas CPUs \u00e9 que elas n\u00e3o gastam muita energia para funcionar, e no espa\u00e7o cada watt conta.<\/p>\n<p><strong>Quanto mais simples, melhor<\/strong><br>\nMesmo que as espa\u00e7onaves sejam m\u00e1quinas sofisticadas por si mesmas, o sistema de controle \u00e9 simples e consiste em uma unidade b\u00e1sica que pode realizar um n\u00famero restrito de opera\u00e7\u00f5es. Quanto menos um computador se encarregue de fazer, mais est\u00e1vel e confi\u00e1vel ele ser\u00e1, e em caso de que haja problemas identific\u00e1-los e resolv\u00ea-los ser\u00e1 muito mais f\u00e1cil.<\/p>\n<p>O software se torna muito mais previs\u00edvel tamb\u00e9m. S\u00e3o usados sistemas real-time, que n\u00e3o deixam muito espa\u00e7o para d\u00favidas. O que garante respostas respostas imediatas e precisas do sistema. Diferente do \u00a0Windows, que tende a \u201cpensar\u201d um pouco as vezes os RTOS espaciais n\u00e3o perdem tempo carregando. Um software espec\u00edfico para espa\u00e7onaves tamb\u00e9m deve economizar recursos do sistema, seja ele RAM ou CPU.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06135231\/iss-2.jpeg\"><img decoding=\"async\" alt=\"International Space Station\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06135231\/iss-2.jpeg\" width=\"640\" height=\"427\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Consertos, atualiza\u00e7\u00f5es e debugging<\/strong><br>\nN\u00e3o existe software perfeito \u00a0e um erro pode surgir mesmo depois de in\u00fameros chequeios. E o fato de que o computador esteja a milhas e milhas de dist\u00e2ncia n\u00e3o torna o debugging mais f\u00e1cil. Por isso, a melhor maneira de combater a um erro de software \u00e9 simulando-o numa r\u00e9plica id\u00eantica do computador espacial, aqui na Terra. H\u00e1 pouco tempo este m\u00e9todo foi usado para restaurar a Voyager 2, que foi lan\u00e7ada h\u00e1 quarenta anos e \u00e9 famosa por estar fora do sistema solar. Em 2010, por causa de uma disfun\u00e7\u00e3o de hardware a espa\u00e7onave come\u00e7ou a enviar sinais cruzados ao inv\u00e9s de informa\u00e7\u00e3o coerente. Felizmente, uma c\u00f3pia de seu computador \u00e9 mantida no Laborat\u00f3rio Voayager 2 da NASA; usando-a para simular o problema especialistas da NASA descobriram que o dano estava sendo causado por uma falha na mem\u00f3ria. Nesta ocasi\u00e3o um patch (software com os erros corrigidos) foi enviado \u00e0 Voyager 2 via r\u00e1dio. Depois de reparada a espa\u00e7onave retomou sua viagem pelo espa\u00e7o e deve continuar transmitindo informa\u00e7\u00f5es pelos pr\u00f3ximos 40 anos, at\u00e9 atingir o \u00faltimo sinal. \u00a0Ou at\u00e9 ser capturada por aliens.<\/p>\n<p>Spirit, a espa\u00e7onave que explora Marte, recentemene passou por um procedimento similar. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na sua casa que os computadores requerem atualiza\u00e7\u00f5es \u00a0e manunten\u00e7\u00e3o constantemente.<\/p>\n<div>O sistema n\u00e3o \u00e9 muito diferente dos backups usados para guardar suas m\u00fasicas ou fotografias favoritas, mas custa relevantemente mais caro guardar informa\u00e7\u00e3o espacial.<\/div>\n<p><strong>A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser perdida<\/strong><br>\nExplora\u00e7\u00f5es espaciais s\u00e3o projetos com investimentos altos, tanto as tripuladas quanto as n\u00e3o tripuladas. Elas exigem tempo, dinheiro e uma equipe para prepar\u00e1-las. Um pequeno erro que resulte em informa\u00e7\u00e3o perdida pode significar que todos os esfor\u00e7os foram em v\u00e3o. Afim de evitar tais incidentes os computadores de espa\u00e7o possuem in\u00fameros sistemas de backup.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06135230\/iss-1.jpeg\"><img decoding=\"async\" alt=\"Space Station\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2013\/04\/06135230\/iss-1.jpeg\" width=\"425\" height=\"333\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Tempos modernos<\/strong><br>\nCada membro da equipe ISS possui um laptop Lenovo ThinkPad que pode ser conectado a diferentes sistemas da espa\u00e7onave.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as a tecnologia moderna, atualmente os astronautas podem navegar na Web e falar com seus familiares na Terra por um canal de comunica\u00e7\u00e3o protegido. Existe um buffer especial para isolar os astronautas dos riscos da rede. \u00a0Al\u00e9m disso um computador a parte \u00e9 usado apenas para comunica\u00e7\u00e3o pessoal e n\u00e3o se relaciona com equipamento vital para a ISS. Precau\u00e7\u00e3o que j\u00e1 provou ser eficiente contra um \u201cGammima\u201d, malware encontrado no laptop de um astronauta durante uma expedi\u00e7\u00e3o em 2007. Os notebooks n\u00e3o estavam protegidos com antiv\u00edrus e desde ent\u00e3o NASA \u00a0come\u00e7ou a reconsiderar o uso dos mesmos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 o Dia Internacional do Voo Espacial, e n\u00f3s decidimos contar tudo sobre computadores no espa\u00e7o: como eles s\u00e3o, o que eles fazem, como e porque eles precisam estar<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":478,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":{"0":"post-467","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-news"},"hreflang":[{"hreflang":"pt-br","url":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/computadores-no-espaco\/467\/"}],"acf":[],"banners":"","maintag":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=467"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8778,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/467\/revisions\/8778"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/478"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=467"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=467"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=467"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}