{"id":6238,"date":"2016-05-12T01:39:00","date_gmt":"2016-05-11T22:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/kasperskydaily.com\/brazil\/?p=6238"},"modified":"2019-11-22T07:38:33","modified_gmt":"2019-11-22T10:38:33","slug":"splinternet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/splinternet\/6238\/","title":{"rendered":"A Internet corre o risco de extin\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Dizem que a internet une as pessoas, fato dif\u00edcil de discordar. Usu\u00e1rios da rede mundial de computadores ligam para parentes na Europa, encontram colegas do ensino m\u00e9dio em outro estado no Facebook ou se candidatam para uma oportunidade ex\u00f3tica nas ilhas Cayman \u2013 tudo isso a qualquer hora do dia. Toda essa conectividade parece transmitir a ideia de que fronteiras entre pa\u00edses j\u00e1 n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de liberdade online e independ\u00eancia na internet come\u00e7ou a mostrar sinais de estresse e decad\u00eancia h\u00e1 aproximadamente um ano. Os cen\u00e1rios indicados s\u00e3o diversos, mas muitos acreditam na possibilidade do <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Splinternet\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">desaparecimento<\/a> da rede de computadores. Ficar\u00edamos com a Splinternet no lugar da Internet. Esse nome pouco usual \u00e9 utilizado para denominar redes locais, limitadas geograficamente por diferentes pa\u00edses e reguladas por leis locais. Atualmente, podemos encontrar exemplos de como ser\u00e1 a Splinternet. Essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 realidade por diversos motivos, como infraestrutura de rede ruim em certas regi\u00f5es, raz\u00f5es pol\u00edticas, legais e \u201chist\u00f3ricas\u201d.<\/p>\n<p><strong>A Grande Muralha da China 2.0<br>\n<\/strong>Para acessar a internet sob controle r\u00edgido governamental, voc\u00ea tem de ir a China. Caso voc\u00ea queira acessar o Facebook, YouTube ou Twitter, ler blogs no Blogspot e WordPress, ou ainda assistir um v\u00eddeo no Vimeo, voc\u00ea ter\u00e1 de passar pelo robusto firewall chin\u00eas. Os chineses possuem acesso parcial ao Wikip\u00e9dia, mas artigos que tratam de assuntos pol\u00edticos do pa\u00eds s\u00e3o bloqueados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Socialist_Times\/status\/728749776854986752\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">https:\/\/twitter.com\/Socialist_Times\/status\/728749776854986752<\/a><\/p>\n<p>Existem sites locais correspondentes para todos esses sites mais populares. Pessoas que querem acessar p\u00e1ginas al\u00e9m do firewall devem recorrer a <a href=\"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/vpn-explained\/5946\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">VPN<\/a>. Normalmente, chineses apenas procuram pelo Facebook e o YouTube se eles j\u00e1 tiverem tido contato com esses sites. Este tipo de usu\u00e1rios s\u00e3o pessoas que estudaram fora, possuem amigos e parentes no exterior, ou ainda aqueles que precisam desses sites para trabalhar como tutores de ingl\u00eas ou desenvolvedores de software. Muitas outras pessoas no pa\u00eds pensam que a muralha \u00e9 \u00fatil, enquanto outras n\u00e3o est\u00e3o prontas para navegar na internet sem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>VPNs na China s\u00e3o muito lentas. Isso porque existem apenas tr\u00eas gateways, ou <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gateway\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pontes<\/a> de liga\u00e7\u00e3o que permitem que os usu\u00e1rios utilizem a rede global. Elas est\u00e3o localizadas ao norte de Pequim, no centro do pa\u00eds em Xangai e no Sul em Guagzhou. J\u00e1 que o tr\u00e1fego passa por essas pontes espec\u00edficas, elas s\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.theatlantic.com\/magazine\/archive\/2008\/03\/the-connection-has-been-reset\/306650\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">monitoradas pelo governo<\/a>, o que tamb\u00e9m contribui para a diminui\u00e7\u00e3o da velocidade. Apesar da lentid\u00e3o, essas alternativas definem a diferen\u00e7a de efici\u00eancia entre a internet chinesa e norte-coreana.<\/p>\n<p><strong>Cor\u00e9ia do Norte: internet para poucos<br>\n<\/strong>Alguns norte coreanos possuem acesso \u00e0 \u201cinternet\u201d \u2013 se pudermos chamar aquilo de internet. Os cidad\u00e3os possuem uma rede local, chamada com orgulho de Kwangmyong, significa \u201cbrilhante\u201d. A Kwangmyong n\u00e3o possui uma conex\u00e3o f\u00edsica com a rede mundial de computadores.<\/p>\n<p>A \u00fanica forma de acessar a Kwangmyong \u00e9 usando redes discadas. <a href=\"http:\/\/www.makeuseof.com\/tag\/tech-north-korea-look-like\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Estima-se<\/a> que n\u00e3o existem mais de alguns milhares de sites na internet, e seu conte\u00fado \u00e9 criado por um centro de computadores norte coreano, que traduz artigos cient\u00edficos espec\u00edficos, adicionando propaganda pol\u00edtica nesse processo. Kwangmyong \u00e9 oficialmente gratuita, mas poucas pessoas podem acess\u00e1-la por conta de restri\u00e7\u00f5es governamentais, fora o fato de que computadores s\u00e3o caros demais para o cidad\u00e3o comum que ganha por volta de trinta d\u00f3lares por m\u00eas. J\u00e1 a internet como conhecemos, s\u00f3 pode ser acessada por embaixadas, oficiais do governo selecionados e servi\u00e7os especiais.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o d\u00e1 para dizer que a Cor\u00e9ia do Norte evita completamente tecnologias de ponta. Ao contr\u00e1rio, o governo parece ter seu <a href=\"http:\/\/edition.cnn.com\/2015\/01\/06\/asia\/north-korea-hackers-shenyang\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pr\u00f3prio time de hackers<\/a> usado para mostrar seu poder para o resto do mundo. H\u00e1 pouco tempo, o pa\u00eds utilizou seus <a href=\"https:\/\/www.kaspersky.com.br\/blog\/coreia-norte-ataque-sony\/4582\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hackers para invadir a Sony Pictures<\/a>. No fim, a intranet local n\u00e3o s\u00f3 isola os cidad\u00e3os do mundo, mas tamb\u00e9m protege a rede de qualquer retalia\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o hackear diversas empresas estrangeiras j\u00e1 que voc\u00ea \u00e9 praticamente inating\u00edvel?<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"500\" data-dnt=\"true\">\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">Cinco tecnologias de espionagem que n\u00e3o podem ser interrompidas mesmo no offline | <a href=\"https:\/\/t.co\/UReCXhRSYw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">https:\/\/t.co\/UReCXhRSYw<\/a> <a href=\"https:\/\/t.co\/gjLwnE3P69\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pic.twitter.com\/gjLwnE3P69<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Kaspersky Brasil (@Kasperskybrasil) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Kasperskybrasil\/status\/727153320415100929?ref_src=twsrc%5Etfw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">May 2, 2016<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n<p><strong>\u00cdndia: por que t\u00e3o devagar?<br>\n<\/strong>O acesso lento da internet indiana est\u00e1 diretamente associado \u00e0 infraestrutura ruim. Fato curioso: o que impede as operadoras de investirem em fibra \u00f3tica para oferecer maiores velocidades, acredite, \u00e9 a falta de demanda por internet com velocidades mais altas. Por qu\u00ea? Porque muitas empresas <a href=\"https:\/\/www.quora.com\/Why-is-the-internet-speed-slow-in-India\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">utilizam<\/a> a chamada pol\u00edtica do uso justo, que diminui sua velocidade caso voc\u00ea use mais que o programado.<\/p>\n<p>Os indianos admitem que as operadoras investiriam em fibra \u00f3tica se pelo menos algumas dezenas de pessoas quisessem. Ter clientes suficiente tornaria vi\u00e1vel a queda de pre\u00e7os \u2013 assim como ocorre em outras situa\u00e7\u00f5es semelhantes. A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil unir interessados \u2013 ningu\u00e9m quer ser o primeiro.<\/p>\n<p><strong>Como desconectar tr\u00eas pa\u00edses com uma p\u00e1<br>\n<\/strong>Normalmente, imaginar\u00edamos que seria preciso um verdadeiro time de hackers experientes para privar um pa\u00eds inteiro de acesso \u00e0 internet, certo? Na verdade, apenas uma senhora de 75 anos da Ge\u00f3rgia, infraestrutura m\u00e1 protegida e uma p\u00e1 s\u00e3o suficientes.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2011, a distinta senhora cavava procurando cobre pr\u00f3ximo a Tbilisi, capital da Ge\u00f3rgia. Durante o trabalho, a p\u00e1 danificou um cabo de fibra \u00f3tica que transferia 99% do tr\u00e1fego da internet para Arm\u00eania, algumas regi\u00f5es na Ge\u00f3rgia e Azerbaij\u00e3o. Assim, no dia 28 de mar\u00e7o essas regi\u00f5es ficaram offline por 12 horas.<\/p>\n<p>No fim, o <a href=\"http:\/\/www.wsj.com\/articles\/SB10001424052748704630004576249013084603344\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">cabo j\u00e1 havia sido danificado<\/a> diversas vezes por ca\u00e7adores de cobre e batatas. Um ano antes um incidente parecido ocorreu, felizmente com consequ\u00eancias menos avassaladoras. A alta recorr\u00eancia se justifica pela a\u00e7\u00e3o do tempo que regularmente o torna acess\u00edvel para sabotadores diversos.<\/p>\n<p>O cabo entra no territ\u00f3rio da Ge\u00f3rgia pelo Mar Negro, no porto de Poti. A partir da\u00ed, ele se divide e se conecta \u00e0 Arm\u00eania e ao Azerbaij\u00e3o. Para proteger o cabo de v\u00e2ndalos, ele foi instalado em um t\u00fanel subterr\u00e2neo paralelo a uma rodovia. Chuvas fortes podem ocasionar a exposi\u00e7\u00e3o do t\u00fanel. Acredita-se que a senhora e outros escavadores alcan\u00e7aram o cabo nesses per\u00edodos.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Backbone\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">dorsal da internet<\/a> sobreviveu a diversos outros incidentes. Em 2013, no Egito, tr\u00eas ca\u00e7adores de cobre procuravam pelo metal e <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-21963100\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">cortaram<\/a> cabos subaqu\u00e1ticos. Por conta disso, a velocidade da internet no pa\u00eds caiu em 60%. Em 2008, Egito, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Kuwait passaram por um problema similar que <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/threatlevel\/2008\/01\/fiber-optic-cab\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">ocorreu<\/a> pr\u00f3ximo \u00e0 costa da Alexandria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/media.kasperskydaily.com\/wp-content\/uploads\/sites\/94\/2016\/05\/06135535\/world-2014.png\" width=\"1025\" height=\"598\"><\/p>\n<p>V\u00e2ndalos n\u00e3o foram os \u00fanicos culpados pelo blackout da internet no Egito. Em 2011, autoridades locais <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/2011\/01\/egypt-isp-shutdown\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">fizeram a mesma coisa<\/a> (de quebra ainda derrubaram conex\u00e3o dos celulares). Al\u00e9m disso, o fizeram com o aux\u00edlio de diversas liga\u00e7\u00f5es para provedores locais, nada al\u00e9m disso foi necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>No entanto, o Egito n\u00e3o est\u00e1 sozinho nesse aspecto. Existem v\u00e1rios <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lZpL5q-zg8c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">pa\u00edses com Internet limitada<\/a>. Ano passado, a organiza\u00e7\u00e3o Freedom House publicou o relat\u00f3rio <a href=\"http:\/\/i100.independent.co.uk\/article\/these-are-the-countries-with-the-most-internet-freedom--WkRhQ5U__x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">TOP 10 pa\u00edses com Internet mais censurada<\/a>.<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe class=\"youtube-player\" type=\"text\/html\" width=\"640\" height=\"390\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/f0AttmpBP5s?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p>Para terminar, vamos dar uma olhada nesse mapa mundi desenvolvido pela Renesys. Ele mostra quais pa\u00edses podem ser rapidamente desconectados da rede mundial de computadores. A R\u00fassia e os EUA, por exemplo, est\u00e3o conectados por meio de diversos cabos o que os tornam pa\u00edses dif\u00edceis de desconectar. J\u00e1 locais com infraestrutura menos desenvolvida s\u00e3o mais vulner\u00e1veis. Entre esses, temos: S\u00edria, Eti\u00f3pia, Uzbequist\u00e3o, Turquemenist\u00e3o, Mianmar e Iem\u00e9n.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que a internet une as pessoas, fato dif\u00edcil de discordar. 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