Três mitos populares sobre a Kaspersky Lab

24 jul 2018
Projetos Especiais

Declarações ridículas podem ser o ponto de partida para as notícia falsas, mas não são nada boas para as companhias de segurança de TI. Em nossos 21 anos de história, já encontramos diversas meias verdades e até mentiras descaradas sobre nossa empresa e nossos produtos. Aqui estão as três mais duradouras dentre as últimas:

1. O Kaspersky Anti-Virus reduz a performance.
2. A Kaspersky Lab é controlada pela KGB (ou, no mínimo, compartilha dados com a agência).
3. A Kaspersky Lab cria vírus para ampliar o mercado de atuação da empresa.

Vamos mostrar de onde vieram essas acusações e como as coisas realmente são.

Mito 1: o Kaspersky Anti-Virus reduz a performance.

O mito mais antigo continua de pé: soluções de segurança da Kaspersky consomem tanta capacidade de processamento que você não será capaz de fazer nada. Precisamos discordar educadamente: não é verdade. Ou melhor, não mais. Costumavam ser assim – até 2006, e foi nesta época que essa história se tornou um mito. Naquele ano, lançamos o Kaspersky Anti-Virus 6.0, que trazia um mecanismo completamente novo, e desde então nossos produtos consomem muito menos recursos – que afetam minimamente a performance do sistema.

Não acredite apenas na nossa palavra. Aqui estão alguns fatos concretos: durante os sete primeiros meses de 2018, três produtos da Kaspersky Lab alcançaram notas máximas em performance em testes independentes feitos pelo AV-TEST:

· O Kaspersky Small Office Security levou Best Performance (Melhor Performance);
· O Kaspersky Internet Security foi premiado como Best Performance for Consumer Users (Melhor Performance para Usuários Consumidores);
· O Kaspersky Internet Security for macOS detectou todos os malwares no sistema, com um consumo de menos de 1% dos recursos.

Algumas pessoas estão interessadas em manter vivas essas memórias do longínquo 2006, mas elas estão presas ao passado. Por diversos anos consecutivos, ganhamos dezenas de prêmios de performance, e os dias de CPU travada já estão bem distantes.

· Conclusão: Não, o Kaspersky Anti-Virus não prejudica a performance; desenvolvemos as soluções de segurança mais rápidas do mercado.

Mito 2: a Kaspersky Lab está envolvida com a KGB

Teóricos da conspiração superdotados anunciam periodicamente que a Kaspersky Lab foi criada com o único propósito de desenvolver armas cibernéticas e rastrear usuários para a KGB. E o próprio Eugene Kaspersky foi treinado em uma escola da KGB, o que acaba sendo uma confirmação.

Mas para que ninguém esqueça, a KGB deixou de existir no dia 3 de dezembro de 1991, e a Kaspersky Lab foi fundada em setembro de 1997. Em outras palavras, não era cronologicamente possível para a KL desenvolver armas cibernéticas e colher dados para a KGB. Quanto à sua sucessora, a FSB, e o outro órgão de aplicação da lei da Rússia, o Ministério Interior – o conceito deles de “vírus” era estritamente biológico quando a Kaspersky Lab foi criada.

Se trouxermos esse mito para os das atuais, não vamos negá-lo: nós realmente cooperamos com o Ministério Interior e a FSB – assim como com várias outras organizações, como a Interpol e diversos centros de resposta de emergências ao redor do globo. Entretanto, o papel da Kaspersky Lab é exclusivamente ajudar a investigar crimes virtuais e capturar cibercriminosos. Qualquer outra forma de colaboração iria contra nossos princípios. Tirar esses bandidos das ruas virtuais é um benefício para a sociedade – como foi a neutralização do Lurk, um grupo que roubou mais de 3 bilhões de rublos russos (cerca de $100 milhões de dólares na época) de contas bancárias de cidadãos da Rússia.

Recentemente, temos visto poucos motivos para cooperar com as forças da lei europeias, mas continuamos nosso trabalho e inclusive aumentamos nosso envolvimento com outras estruturas similares. Não haverá paz no mundo até que todos os cibercriminosos tenham sido pegos. Não podemos capturá-los sozinhos – não temos essa autoridade – mas, ficamos felizes em ajudar aqueles que podem. Não compartilhamos quaisquer informações de usuários com nenhum serviço especial. Todos os dados são gerenciados com extremo cuidado, mantidos anônimos e protegidos contra qualquer tipo de vazamento.

· Conclusão: a Kaspersky Lab coopera com agências de aplicação da lei, mas apenas como parte das investigações sobre crimes virtuais. Não vazamos qualquer dado para ninguém.

Mito 3: a Kaspersky Lab cria vírus

Algumas pessoas acreditam que somos desenvolvedores de malwares, os quais depois capturamos. Fazemos isso, diz essa história, para vender mais produtos. Quem precisa de programas antivírus quando não existem vírus?

Esse mito não tem base histórica ou de qualquer outro tipo; é pura teoria da conspiração. Primeiro, imagine o tamanho do dano de reputação que sofreríamos se fizéssemos algo assim, e, nossos concorrentes e a mídia descobrissem. Eles certamente já teriam descoberto: um componente importante da pesquisa de malware é a atribuição, seguir o caminho do código malicioso de volta ao seu autor, e isso é feito frequentemente com uma exatidão decente. Basicamente, se alguém já tivesse encontrado nossas impressões digitais em um vírus, teria partido a Kaspersky Lab em pedacinhos. Mas ninguém nunca encontrou nada assim, pelo simples fato de que não criamos vírus.

E definitivamente não precisamos inflar a demanda por programas antivírus. Assim como médicos não precisam inventar doenças, já há muita coisa ruim por aí. Até demais! Nossa empresa emprega quase 4 mil pessoas, e elas já estão suficientemente ocupadas sem a tarefa extra de desenvolver vírus. Apenas pense, apenas no último ano, capturamos mais de 15 milhões de objetos maliciosos únicos. Você realmente acha que também precisamos criar os nossos?

Por fim, violaria nossos princípios éticos. Afirmamos com orgulho que nossa missão é fazer do mundo um lugar mais seguro, e desenvolver malwares não está exatamente alinhado com esse objetivo.

· Conclusão: Não, a Kaspersky Lab não cria vírus. Os cibercriminosos criam, nós capturamos.

De onde nascem esses mitos?

O mito do travamento da CPU é – como frequentemente são essas lendas – baseado em fatos históricos que simplesmente não são mais verdadeiros. A suposta conexão com a KGB é resultado de informações mal interpretadas sobre a cooperação da Kaspersky Lab com órgãos da lei. Já o mito de que nós mesmos criamos vírus, simplesmente não faz qualquer sentido. O que as pessoas fariam sem as teorias da conspiração?