O antivírus que mudou a Kaspersky – Parte I

1 abr 2014

Uma das grandes mudanças que levaram a Kaspersky Lab a ser uma das empresas protagonistas na indústria da segurança de TI foi o lançamento da versão 6.0 do Kaspersky AntiVírus. Lançado oficialmente em 2006, este produto tornou-se um sucesso no mercado mundial de antivírus e fez com que a Kaspersky ocupasse o posto entre as maiores companhias de tecnologia de ponta. Somos suspeitos em dizer que o nosso produto é “a melhor solução antivírus do mundo“, mas essa é a opinião de muitas revistas especializadas e portais independentes.

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A estrada para o sucesso não foi fácil. Talvez algum dia um roteirista de Hollywood faça um filme sobre nós, mas por agora tentaremos contar a nossa história com fotos, notas e recordações da equipe original de desenvolvedores. Esperamos que esta história sirva de exemplo para que profissionais mais jovens na hora de desenvolver novas aplicações e serviços, tenham  o sonho de se tornarem os melhores, assim como os que criaram a versão “Seis”.

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Uma foto histórica tirada no dia do lançamento técnico da versão “Seis”.

2003: um ano difícil

O sucesso de “Seis” foi devido a uma falha catastrófica da versão anterior. Na verdade, a versão cinco não se parece com a que foi originalmente concebida.

Para entender a essência dessa catástrofe, vamos para 2002: O Windows XP apenas estava começando a aparecer no mercado, os computadores somente conseguiam atingir uma velocidade de 1 GHz e a jovem indústria antivírus começava a se confrontar com uma nova variedade de ameaças. Todas as empresas de desenvolvimento de antivírus começaram a estender as capacidades dos seus produtos, portanto, uma solução competitiva tinha de ter um firewall, um monitoramento constante dos arquivos do sistema e outras dezenas de ferramentas.

Com um poderoso motor de análise criado no início dos anos 90, a equipe de desenvolvedores da Kaspersky advertiu que as novas ferramentas para o produto fariam o mesmo insuportavelmente lento. Mesmo a versão 4.0 já havia sido condenada pelos usuários (frases como “Kaspersky é lento mesmo” faziam parte do vocabulário da informática). É por esta razão que o processo de criação da nova versão 5.0 foi tomado com cuidado especial, considerando a essência do negócio: um novo diretor de tecnologia (CTO) foi nomeado, novos desenvolvedores contratados e uma nova arquitetura foi escolhida para o antivírus.

A empresa apostou todos os seus recursos para a realização deste projeto. No entanto, em um ano todas estas alterações não implicaram necessariamente que o produto fosse competitivo. O produto era uma reprodução de aplicativos para clientes empresariais (arquitetura escolhida pelo novo CTO) e não foi capaz de satisfazer as mesmas exigências dos outros antivírus disponíveis: era lento, pesado e os erros aumentaram.

“Eu comecei a perguntar aos veteranos da nossa empresa o que eles pensavam. Eles me disseram que o problema era a arquitetura. Era como um castelo de cartas. Tentando corrigir um único cartão, você derruba a casa inteira”, admitiu Eugene Kaspersky. Não tinha sentido continuar com o projeto como estava: tiveram que começar um novo a partir do zero.

Nós podemos fazê-lo!

A equipe de desenvolvedores da Kaspersky Lab foi dividida em dois grupos: um deles colocou todos os seus esforços na resolução dos problemas do produto, apesar de a arquitetura não ter sido a mais adequada; e o outro ficou responsável por melhorar a versão 4.0.

Ao mesmo tempo, um grupo de quatro pessoas começou a trabalhar para criar um novo produto que não só seguisse as exigências do mercado, mas também pudesse ser uma referência no futuro. O objetivo estabelecido pelo grupo dos “Seis” era fácil de explicar, mas difícil de implementar. A nova versão devia evitar sistemas de filtragem para todos os novos vírus e ameaças, tinha de ser rápida, transparente e … atrativa.

“Nós queríamos fazer o melhor produto da história”, lembra a equipe de “Seis”. Era uma equipe muito pequena para realizar uma tarefa monumental. No entanto, tinham razão para ser otimistas: os fundadores da empresa, Eugene Kaspersky e Alexey De-Monderik, buscavam simultaneamente alternativas para uma nova arquitetura e estavam prestes a descobrir que essa alternativa já existia e que já havia sido inventada por ninguém menos que o time da Kaspersky.

Continua…

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Regra de Seis – Parte II

Regra de Seis – Parte III

Regra de Seis – Parte Final

Tradução: Berenice Taboada Díaz