Viajar em avião antigo é seguro?

Às vezes, os aerofóbicos, como se chamam as pessoas que tem certa fobia de aviões, fazem você pensar. Alguns deles não admitem o seu medo de voar, mas assim que

Às vezes, os aerofóbicos, como se chamam as pessoas que tem certa fobia de aviões, fazem você pensar. Alguns deles não admitem o seu medo de voar, mas assim que estão a bordo e sentados, sentem uma vontade absurda de ter o Google em frente para pesquisar o número de cauda, e descobrir quando a aeronave foi produzida e onde ela voou ao longo de sua vida. E então, em tempos de Twitter, temos posts como: “Acabei de embarcar em um avião que é mais velho do que eu! #choque #socorro ” ou ” Peço a Deus para que essa coisa não se desfaça enquanto estiver no ar “. Em alguns casos, esses passageiros perderiam as estribeiras só em ficar no chão.

Muitas vezes vemos questões como essa em fóruns de Internet: “Voarei com XYZ Linhas Aéreas, alguém sabe a antiguidade da sua frota?”. Em seus materiais publicitários, linhas aéreas e agências de viagens tentam sempre acalmar os aerofóbicos fazendo-os acreditar que possuem a frota mais moderna da história, ou fazendo o consumidor escolher entre os modelos mais novos de aeronaves.

O pensamento lógico
Há uma razão simples para essa má interpretação em relação aos modelos de aeronave: muitos pensam que elas funcionam como um carro. Um automóvel está em seu melhor momento quando sai da fábrica, e é aceitável que o chamemos de ‘novo’ só se ele não tiver mais do que 5 anos de antiguidade. Uma frota de automóveis com mais de 20 anos só serve para o transporte de carga e olhe lá.

Mas, mesmo com os carros, essa lógica tem suas falhas: um carro novo utilizado como táxi poderá apresentar inúmeras falhas em apenas três anos de uso, enquanto um velho Fusca Volkswagen pode parecer tão atual quanto algum outro recém saído da linha de produção – é claro, desde que o proprietário o armazene em uma garagem utilizando-o apenas para viagens curtas ocasionais. E ainda há os aficionados por carros retrô, que limpam com cuidado até a poeira que aparece no brilhante capô do seu automóvel.

É claro que uma aeronave exige muito mais potência para funcionar todos os dias: as companhias aéreas buscam maneiras de otimizar ao máximo as suas atividades aéreas para que o fluxo de viagens aumente. Isso pode significar que uma aeronave funciona da mesma maneira que um carro de táxi e se transforma em obsoleto em algum par de anos? Não entre em pânico!

O tempo de serviço é a chave!
Em termos de aviação, a aeronavegabilidade é definida pelo tempo de serviço restante, medido em anos, horas de voo e quantidade de pousos e decolagens, cada um deles avaliado de forma independente. É por isso que algumas aeronaves podem rapidamente se tornar frequentes apenas para distâncias mais curtas.

O termo “vida útil” pode ser aplicado em diferentes cenários. Há um limite de vida útil de design: essa é a duração mínima de “expectativa de vida” atribuída a um modelo de uma aeronave por seus projetistas. Em outras palavras, ela é semelhante à garantia: a garantia de um ano significa que seu novo aparelho de televisão não iria estragar durante seu primeiro ano de funcionamento. Dito isto, o aparelho pode funcionar perfeitamente por 2 ou 5 ou mesmo 10 anos sem uma única falha (e na maioria dos casos, assim é).

Outro tipo de “limite de vida útil” é o limite de vida até o descarte. Ela é definida mediante o lançamento de uma quantidade de determinados tipos de aeronaves. Uma análise profunda da sua condição após um determinado tempo de operação permite estimar a duração que o avião terá.

Como regra, o limite de tempo de serviço é duas ou três vezes mais do que o limite de vida útil de design. A expiração do prazo de serviço não torna a aeronave inoperante. Após uma análise cuidadosa da condição da aeronave, o limite de vida útil de um determinado avião pode ser prolongada após a revisão completa.

Manutenção regular
Os períodos entre os tempos de recondicionamento são estritamente regulamentado. São chamados primeiro período de revisão ou de tempo entre revisões (TBO). Em alguns casos, as peças que são completamente substituíveis são trocadas por novos, devido aos regulamentos impostos pelo produtor. Períodos de TBO também pode ser prolongado dependendo do caso.

Pode parecer que existem lucros óbvios para uma companhia aérea prolongar continuamente os prazos de serviço atribuídos ou TBO.

Os prazos de serviço não duram para sempre, pois há certos limites aplicáveis e parâmetros. Uma vez que eles são atingidos, os prazos são absolutamente impossíveis de prolongar, mesmo quando uma aeronave ainda está em excelente estado de conservação.

E o principal fator para que todos estejamos traquilos é que, até agora, todos os tempos de serviço e os limites são definidos pelos órgãos reguladores da aviação, e não pelas próprias companhias aéreas. Nenhuma companhia aérea permitiria a admissão de uma aeronave com o tempo de serviço expirado. Todos estes detalhes estão incluídos no certificado de aeronavegabilidade, e se isso ocorresse, a pena seria extremamente grave.

Confie nas asas
De acordo com o que lemos, não existe o conceito de um ‘avião velho’ em termos de aviação: ou é operável ou inoperável. Se for autorizado a operar, é tão seguro quanto um avião completamente novo.

Não existe o conceito de um “avião velho ‘em termos de aviação: ou é operável ou inoperável. Se for autorizado a operar, é tão seguro quanto um avião absolutamente novo.

No caso improvável da desconfiança de possíveis especialistas em aviação, gostaríamos de apontar pelo menos uma conclusão razoável: se você não estudou isso de verdade, você não pode analisar cuidadosamente a condição de uma aeronave, pois há coisas que são simplesmente impossíveis de buscar no Google.

O que definitivamente chama a nossa atenção ao voar em uma aeronave mais antiga é a condição de seu interior. Tecidos de assentos descascados, compartimentos superiores instáveis, tábuas de inclinação soltas – nada disso ajudaria a fazer do seu voo uma experiência totalmente agradável.

No entanto, essas imperfeições não contribuem para piorar a segurança da viagem. Além disso, boas companhias aéreas regularmente reparam e atualizam o seu interior.

Curiosamente, muitas aeronaves cujo tempo de serviço limite é terminado a partir das condições do interior do avião não é uma alternativa eficiente em termos de economia. Em vez disso, eles são usados como aviões cargueiros, perfeitamente operáveis por vários anos mais.

Tradução: Henrique Bauce

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