Conheça os recursos do Kaspersky Container Security

Como usamos o Kaspersky Container Security na Kaspersky e por que, para nós, ele é muito mais do que apenas um verificador de imagens.

Uso real do Kaspersky Container Security

Entre as várias ferramentas no portfólio da Kaspersky está uma plataforma dedicada para proteger ambientes em contêineres. Mas nesta postagem, quero falar sobre o Kaspersky Container Security (KCS), não como um representante do fornecedor, mas como membro de uma equipe que usa ativamente essa solução em sua rotina de trabalho. Nossa Equipe de Segurança de Produto é responsável por estabelecer processos de desenvolvimento seguros em toda a empresa. Estamos envolvidos em todas as etapas do ciclo de vida de desenvolvimento de software, e nossa prioridade é ajudar as equipes de produto a detectar problemas de segurança com antecedência para que possam cumprir o cronograma de seus lançamentos. Para isso, criamos vários fluxos de trabalho, um dos quais se concentra especificamente na segurança do contêiner. É nesse contexto que contamos com nossa própria plataforma Kaspersky Container Security.

As soluções de segurança para contêineres geralmente são vistas principalmente como verificadores de imagens para registros de contêineres. No entanto, o Kaspersky Container Security (KCS) é uma plataforma de segurança mais abrangente para ambientes de contêiner que lida com várias tarefas em virtude de sua integração de ponta a ponta no fluxo de trabalho do contêiner. Embora certamente inclua um cenário de verificação do contêiner, o que é inegavelmente importante, nossa experiência com o KCS mostrou que seu valor real se torna aparente quando ele é integrado em vários pontos ao longo do fluxo de trabalho de uma só vez:

  • Compilações regulares
  • Verificação de artefato antes de lançamento ou implementação
  • Monitoramento de contêineres já em execução no cluster

O cenário de referência: como o KCS verifica imagens

Em sua essência, o processo é padrão. O KCS verifica as imagens em busca de problemas comuns em contêineres: vulnerabilidades conhecidas, malware, segredos codificados diretamente no código (hardcoded) e configurações incorretas. No entanto, o resultado da verificação não é apenas um veredicto único e abstrato. O sistema calcula uma classificação de risco com base nas descobertas, fornecendo uma imagem clara da postura de segurança do ativo. Na prática, isso é incrivelmente útil porque as equipes não veem apenas uma mensagem de “imagem ruim”; elas obtêm um detalhamento claro do que está de fato gerando o risco e do que precisa ser corrigido primeiro.

Mas isso não é tudo. O KCS funciona bem para cenários em que não é suficiente apenas encontrar um problema: é necessário vinculá-lo ao ciclo de vida do artefato. Quando uma equipe gerencia centenas de compilações, a verificação periódica do registro não é suficiente e quase sempre requer intervenção manual. É preciso saber qual pipeline introduziu o risco, quais políticas foram acionadas e quais são as próximas etapas. O KCS fornece esse vínculo essencial.

Cenário avançado: integração de CI/CD

Uma característica menos conhecida do KCS é seu recurso de verificação em grande escala dentro de pipelines de CI/CD. Para nossa equipe, essa é a maneira mais eficaz de usar o KCS. A lógica é direta: você integra o verificador no pipeline e os resultados da verificação aparecem diretamente nos logs de execução. Eles também são enviados para o console central da solução, onde são registrados em uma seção de CI/CD dedicada que vincula as descobertas ao nome do artefato, horário de verificação, pipeline e nível de gravidade.

Em um ambiente de CI/CD, é possível verificar imagens de arquivos compactados TAR ou diretamente de repositórios Git. Pronto para uso, é compatível com GitLab, Jenkins, TeamCity e GitHub Actions; na prática, o KCS pode ser integrado em qualquer orquestrador de pipeline.

Outro aspecto crítico do uso do KCS no CI/CD envolve as políticas de segurança. Nossa solução usa um modelo em que as políticas permitem não apenas coletar resultados, mas também controlar o comportamento do próprio pipeline. Isso é útil para implementações em fases. Você pode iniciar no modo de auditoria e, em seguida, avançar gradualmente para compilações com falha quando forem detectados segredos, configurações incorretas críticas ou vulnerabilidades. Essa abordagem evolutiva geralmente funciona melhor do que simplesmente apertar um botão para bloquear tudo de uma vez.

Como o KCS ajuda em nossos fluxos de trabalho

Executamos nosso próprio sistema de análise de composição, portanto, não tratamos o KCS como uma fonte de verdade única. Em vez disso, serve como uma poderosa camada extra em nossos fluxos de trabalho, e é nesse aspecto que ele entrega mais valor.

Enquanto nosso sistema interno de análise de composição lida com rastreamento de componentes, dependências e avaliação de risco em nível de código, o KCS se destaca na proteção do perímetro do contêiner. Ele cuida da verificação técnica de imagens e da segurança de CI/CD, ao mesmo tempo em que agrega relatórios sobre artefatos de contêiner. Não entra em conflito com nossa análise interna; ele a reforça exatamente no ponto em que os contêineres recebem cargas de trabalho reais.

Isso é particularmente útil para nós em dois cenários. Primeiro, ele fornece controle de artefatos em estágio inicial durante o desenvolvimento. Em segundo lugar, ele atua como um gatekeeper durante o aprovação de versão. Não debatemos mais os riscos algum tempo depois do lançamento; nós os detectamos no ponto exato em que a equipe ainda pode corrigir rapidamente um Dockerfile, um gráfico do Helm ou um conjunto de configurações sem uma longa cadeia de aprovação.

O modo como ele lida com uma lista de materiais de software (SBOM) também merece destaque. Nosso sistema depende principalmente de SBOMs relevantes e atualizados. O KCS oferece modos específicos para o processamento de SBOMs e pode até mesmo gerar resultados de verificação no mesmo formato. Nesse sentido, o KCS se integra perfeitamente aos nossos processos internos, permitindo incorporá-lo aos nossos fluxos de trabalho existentes, em vez de precisarmos adaptar nossos fluxos a ele.

Por que, para nós, o KCS é mais do que apenas um verificador

Sua outra camada poderosa é a segurança do cluster. Neste estágio, o KCS evolui para além de ser apenas uma ferramenta de verificação de imagens. Ele apresenta políticas de tempo de execução para contêineres e nós, modos de auditoria e bloqueio, além de um conjunto de perfis de segurança. Em termos práticos, isso significa que o KCS pode ser usado não apenas para encontrar vulnerabilidades em uma imagem, mas também para monitorar o que o contêiner está realmente fazendo quando ativo. As políticas podem considerar a proveniência da imagem, assinaturas digitais, restrições de recursos e volumes, bem como até mesmo os processos e as conexões de rede em execução dentro do contêiner.

Quando um problema é detectado, você tem a opção de registrar os resultados no modo de auditoria primeiro, em vez de bloquear o processo imediatamente. Em ambientes de produção, essa é sempre a decisão mais inteligente. Outra ferramenta vital é garantir a procedência confiável das imagens. O KCS é compatível com a verificação de assinatura digital, o que muda o foco de simplesmente encontrar CVEs para proteger toda a cadeia de fornecimento de software da empresa.

Recursos de relatórios

O KCS faz mais do que apenas exibir os problemas que detecta; ele serve como uma fonte abrangente de relatórios. Ele pode gerar relatórios sobre imagens, riscos aceitos e benchmarks do Kubernetes.

Os relatórios gerados estão disponíveis nos formatos HTML, PDF, CSV, JSON e XML, com compatibilidade específica para SARIF em relatórios detalhados, o que é ideal para integração em fluxos de trabalho AppSec. Quanto aos SBOMs mencionados acima, os cenários de verificação podem gerar artefatos e resultados nos formatos CycloneDX e SPDX, facilitando a conexão a processos existentes.

Por que continuamos a usar o KCS

Para simplificar, o KCS complementa nossos fluxos de trabalho perfeitamente: não porque resolve todos os problemas, mas porque se integra de forma muito eficaz aos cenários de engenharia.

Também valorizamos o fato de que a equipe do produto considera o nosso feedback. A equipe do KCS realmente incorpora nossas solicitações operacionais práticas em seu roteiro de desenvolvimento. Por exemplo, a integração profunda do SBOM e os tipos de relatório específicos foram adicionados ao KCS como resultado direto de nossa experiência prática.

Em resumo, quando integrado corretamente, o Kaspersky Container Security ajuda a abranger várias áreas ao mesmo tempo: desde a verificação básica de contêineres até CI/CD e segurança de clusters. Em nossa experiência, ele fornece valor real em um ecossistema de contêiner ativo. Saiba mais sobre a solução na página oficial do KCS.

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