Hackers brasileiros atacam site do Cartoon Network

1 maio 2019

Internautas do mundo inteiro que acessaram os sites do Cartoon Network foram surpreendidos por memes árabes e vídeos de música brasileira e até de um stripper brasileiro.

Enquanto conserta os sites, vários sites e players de vídeo do Cartoon Network foram retirados do ar, informa o Threatpost.

Ricardo Milos, o brasileiro stripper, é conhecido por usar uma bandana vermelha na cabeça e uma tanga da bandeira americana. Sua abordagem erótica peculiar o impulsionou para o status de meme da internet. Os hackers colocaram vídeos de Milos nos sites do Cartoon Network, junto com vários memes árabes e vídeos de música brasileira.

O defacing (desfiguramento) foi realizado por uma dupla de hackers brasileiros, que exploraram uma vulnerabilidade na plataforma de gerenciamento de sites do canal. O ataque ocorreu em 25 de abril, e o conteúdo permaneceu no final de semana até que o canal fosse notificado dia 28. Embora o conteúdo não autorizado tenha sido removido, alguns players de vídeo dos sites ainda estão inativos.

Tanto a Cartoon Network UK quanto a CN Rússia emitiram breves declarações reconhecendo o problema. Em comunicado à imprensa, a rede disse que “os sites foram temporariamente desativados” e que as equipes de TI estão “trabalhando duro para relançar os sites”.

O ataque afetou portais do Cartoon Network no Brasil, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Itália, México, Oriente Médio e África (MENA), Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, Rússia, Turquia e Reino Unido.

Em geral, o defacing acontece por fins políticos / hacktivismo / vinganças, mas não está claro por que a rede de propriedade da Turner, lar de vários sucessos infantis, foi alvo. O último ataque famoso do tipo foi quando hackers se infiltraram em uma página do Wall Street Journal para promover o youtuber “PewDiePie”, que havia sido criticado pelo jornal.

Visar alvos de mídia também pode ser uma nova tendência; em abril, o feed de TV do Weather Channel foi desativado por um ataque cibernético – mais uma vez, sem motivo aparente.