7 de julho de 2016

Pressa em conectar-se a qualquer momento coloca viajantes internacionais em perigo, mostra a Kaspersky Lab

Segundo estudo da Kaspersky Lab, aquela ansiedade e correria para ficar on-line logo após o desembarque em solo estrangeiro faz com que grande parte das pessoas se conecte a redes Wi-Fi desprotegidas, colocando seus dados pessoais em risco.

Segundo estudo da Kaspersky Lab, aquela ansiedade e correria para ficar on-line logo após o desembarque em solo estrangeiro faz com que grande parte das pessoas se conecte a redes Wi-Fi desprotegidas, colocando seus dados pessoais em risco. 

A pesquisa, na qual foram entrevistadas 11.850 pessoas de toda Europa, Rússia, América Latina, Pacífico Asiático e EUA, mostrou que o crime virtual é corriqueiro quando se está em outro país. No entanto, como as informações de viagem mais essenciais – de mapas e confirmações de hotéis a detalhes de check-in e cartões de embarque – estão sempre armazenadas on-line, os viajantes internacionais muitas vezes não têm outra opção além de se conectar logo no desembarque. Muitos preferem usar o Wi-Fi do que arcar com os custos de roaming, apesar do risco envolvido. 

Ao deixar o aeroporto, quase metade de nós (44%) já está on-line. A maioria (69%) se conecta para avisar a família e as pessoas queridas que chegaram em segurança, e praticamente quatro em cada dez (39%) dizem que se conectam principalmente para baixar informações de viagem. A pressão do trabalho (38%) é outro fator importante, assim como o desejo de atualizar-se nas mídias sociais (34%). Um em cada três usuários (34%) afirma simplesmente ser instintivo ficar on-line assim que possível. 

Estamos tão acostumados a estar conectados quando estamos em casa que, no estrangeiro, dificilmente pensamos duas vezes sobre onde nos conectamos, como nos conectamos ou quem pode estar ‘à escuta’. Oito em cada dez pessoas (82%) se conectam a redes Wi-Fi desprotegidas, públicas e gratuitas em terminais aéreos, hotéis, cafés ou restaurantes. Além disso, metade (50%) esquece que seus dispositivos conectados estão repletos de informações altamente pessoais e sigilosas, pois os utilizam para muitas outras coisas, como tirar fotos e usar mapas.

Mas, longe de casa e das redes confiáveis, a falta de consideração à segurança de rede contribui para o jogo dos criminosos virtuais. Quase um em cada cinco (18%) viajantes já foi vítima de um crime virtual longe de casa, enquanto 6% deles sofreram algum crime real. 

Isto não surpreendem, se você considerar que nossos hábitos digitais mudam pouco quando estamos em outro país, apesar de ficarmos mais expostos a redes públicas inseguras. Aproximadamente metade dos entrevistados da pesquisa disseram que usam bancos (61%) e fazem compras (55%) on-line usando o Wi-Fi no exterior. 

Nossa vulnerabilidade também é maior devido ao que fazemos mais on-line quando estamos em outro país. Por exemplo, ao viajar para o exterior, um oitavo (13%) das pessoas tende a postar mais nas redes sociais e um sétimo (14%) diz comprar mais on-line usando cartões de crédito. 

Eugene Kaspersky, presidente e CEO da Kaspersky Lab, declarou: “Eu viajo muito. Minha agenda de negócios engloba reuniões, conferências e negociações ao redor do mundo. Para mim, o normal é fazer mais de 100 voos por ano. E, claro, eu uso redes Wi-Fi públicas para acessar a Internet o tempo todo. A primeira coisa que faço depois de me conectar à rede é entrar em uma VPN (no meu caso, a VPN da Kaspersky Lab), e essa é a melhor precaução que recomendo a qualquer pessoa. Obviamente, também é preciso manter todos os softwares – inclusive o pacote de segurança – atualizado e não confiar em ninguém na Internet.”

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