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Escassez de especialistas limita avanço da cibersegurança na América Latina, revela Kaspersky

3 de setembro de 2026

Mesmo com planos para ampliar investimentos em tecnologias como XDR, organizações enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados capazes de operá-las

Embora 30% das organizações planejem adotar soluções XDR nos próximos 12 meses e 51% pretendam ampliar os investimentos em ferramentas de detecção de ameaças, quase metade reconhece que não possui estrutura técnica suficiente para promover essa transformação. Isso é o que revela o estudo CISO Survey da Kaspersky, realizado com líderes de cibersegurança da América Latina, que mostra um descompasso entre a intenção de fortalecer a segurança e a capacidade real de transformar investimentos em resultados.

Segundo a pesquisa, 48% dos respondentes apontam a escassez de especialistas em cibersegurança como a principal barreira para a modernização de suas operações. Outros 44% relatam falta de expertise interna para implementar tecnologias, enquanto 40% afirmam que suas equipes de segurança são pequenas demais para atender às demandas atuais.

"O desafio da cibersegurança deixou de ser apenas adquirir novas tecnologias. Hoje, muitas empresas já entendem quais soluções precisam implementar, mas encontram dificuldades para operá-las de forma eficiente por causa da escassez de profissionais qualificados. Sem pessoas preparadas, mesmo plataformas avançadas podem se tornar um problema devido à alta escalada de alertas", afirma Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.

O desafio da falta de talentos colide com outros desafios críticos para companhias, como ataques cada vez mais frequentes e sofisticados. O levantamento mostra que 81% das empresas observaram aumento no volume de ataques nos últimos dois anos, enquanto 82% afirmam que eles se tornaram mais sofisticados, elevando a necessidade de monitoramento contínuo, resposta rápida e profissionais altamente especializados.

Segundo a pesquisa, as atividades que mais consomem tempo das equipes de segurança são a análise da causa raiz dos incidentes (44%) e a identificação de ameaças em tempo real (42%). Com equipes reduzidas e que passam grande parte do tempo investigando alertas e executando tarefas operacionais, o treinamento, o planejamento e a evolução da arquitetura de segurança da organização são prejudicados.

A pesquisa também mostra que muitos profissionais ainda demonstram dúvidas sobre o papel de tecnologias como XDR, EDR e inteligência de ameaças, indicando que o desafio envolve não apenas a falta de profissionais, mas também a necessidade de ampliar sua capacitação técnica.

Para a Kaspersky, reduzir esse déficit exige uma estratégia que combine desenvolvimento de talentos, automação e acesso a especialistas.

"Não existe uma solução única para a escassez de profissionais. As organizações precisam investir na formação contínua das equipes, automatizar atividades repetitivas para aumentar a produtividade e recorrer a parceiros especializados quando necessário. Dessa forma, conseguem elevar rapidamente sua maturidade em segurança enquanto desenvolvem competências internas para o longo prazo", complementa Rebouças.

Entre as principais recomendações da Kaspersky estão:

  • Investir em programas de treinamento técnico e certificações especializadas, como o Kaspersky Expert Training, para acelerar o desenvolvimento das equipes;
  • Automatizar atividades repetitivas utilizando tecnologias como XDR e SOAR, permitindo que os analistas concentrem esforços na investigação e resposta a incidentes complexos;
  • Complementar a operação de segurança por meio de MSSPs e serviços gerenciados de detecção e resposta (MDR/MXDR), reduzindo a pressão sobre equipes internas enquanto novos profissionais são capacitados.

A boa notícia é que a necessidade de fortalecer o capital humano já aparece nos planos das organizações. O estudo mostra que 49% pretendem investir em treinamentos específicos para profissionais de cibersegurança nos próximos 12 a 18 meses, praticamente o mesmo percentual das empresas que planejam ampliar investimentos em ferramentas de detecção de ameaças (51%). Isso demonstra que o mercado começa a reconhecer que a evolução da cibersegurança depende tanto de tecnologia quanto da capacidade das pessoas de utilizá-la de forma eficiente.

Para saber mais sobre a pesquisa da Kaspersky, acesse a página especial e baixeo relatório Pesquisa CISO 2025.

Escassez de especialistas limita avanço da cibersegurança na América Latina, revela Kaspersky

Mesmo com planos para ampliar investimentos em tecnologias como XDR, organizações enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados capazes de operá-las
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Sobre a Kaspersky

A Kaspersky é uma empresa global de segurança cibernética e privacidade digital fundada em 1997. Com uma abordagem de imunidade cibernética, a Kaspersky inova o setor ao proteger consumidores, empresas, infraestrutura crítica e governos contra ameaças cibernéticas, com mais de um bilhão de dispositivos protegidos até hoje.

A Kaspersky garante Cybersecurity True to Business, com foco em resultados claros, proteção da receita, redução de cargas de trabalho e prevenção de inatividade. A ampla experiência da Kaspersky em inteligência de ameaças e segurança se traduz em soluções e serviços inovadores para organizações de todos os portes, de pequenas a grandes empresas, combinando tecnologias comprovadas de proteção com IA, gerenciamento simplificado e suporte especializado.

Reconhecida em testes independentes e confiável para milhões de pessoas e quase 200 mil organizações em todo o mundo, a Kaspersky ajuda a identificar ameaças mais cedo, responder com mais rapidez e agir com mais confiança e liberdade, protegendo o que mais importa para seus clientes. Saiba mais em www.kaspersky.com.br.

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