Kaspersky detalha ações práticas para proteger bancos, senhas e redes sociais no dia a dia e lista protocolo de emergência em caso de roubo
Com quase 918 mil celulares roubados ou furtados no Brasil, proteger apenas o dispositivo já não é suficiente. Hoje, os smartphones concentram aplicativos bancários, documentos, redes sociais e credenciais de acesso que podem ser explorados por criminosos para cometer fraudes financeiras e assumir a identidade digital das vítimas. Pensando nisso, a Kaspersky reuniu dicas essenciais para ajudar os usuários a reforçarem a segurança do aparelho e um protocolo de emergência para bloquear acessos caso o crime aconteça.
A proteção deve começar antes mesmo de qualquer ocorrência. Algumas mudanças nas configurações de segurança podem dificultar o acesso indevido às informações e ajudar a preservar as contas digitais caso o smartphone seja roubado ou furtado. Entre as principais medidas de prevenção, a Kaspersky destaca nove ajustes essenciais para proteger o celular antes de sair de casa:
- Proteja os aplicativos mais sensíveis: ative autenticação adicional em aplicativos bancários, e-mails e serviços de mensagens.
- Use uma senha forte: serviços como o Kaspersky Password Manager permitem criar senhas fortes e diferentes para cada conta, armazená-las em um cofre criptografado e acessá-las com uma única senha principal. Dessa forma, o usuário evita repetir credenciais e consegue atualizar os acessos com mais facilidade caso o celular seja roubado.
- Oculte as notificações da tela bloqueada: códigos de verificação, mensagens e informações bancárias não devem aparecer enquanto o aparelho estiver bloqueado.
- Ative a autenticação em dois fatores: dê preferência a aplicativos autenticadores sempre que essa opção estiver disponível.
- Habilite a localização e o bloqueio remoto: configure previamente os recursos que permitem localizar, bloquear ou apagar o aparelho à distância.
- Faça backup dos dados: realize cópias de segurança regulares das informações armazenadas no dispositivo. Caso ocorra um incidente, os arquivos poderão ser recuperados em outro aparelho.
- Guarde o número do IMEI: mantenha o código de identificação do dispositivo anotado em um local seguro para utilizá-lo, se necessário.
- Use uma solução de segurança: ferramentas como o Kaspersky Premium ajudam a adicionar camadas extras de proteção à privacidade, às credenciais e aos dados pessoais.
- Cadastre-se no programa Celular Seguro (Governo Federal): a iniciativa do governo permite cadastrar o dispositivo e pessoas de confiança para que, em caso de roubo ou furto, o aparelho, as contas bancárias e a linha telefônica possam ser bloqueados rapidamente com poucos cliques.
"Hoje, ter o celular roubado é o equivalente ao acesso integral a carteira aberta com todos os cartões, documentos e senhas anotadas. A única forma de evitar que o roubo do aparelho vire um buraco na conta bancária é criar travas de segurança com antecedência. E, se o roubo acontecer, uma reação rápida é a única forma de impedir que criminosos assumam sua identidade digital”, ressalta Fabio Marenghi, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Protocolo de emergência: o que fazer se o celular for roubado
Caso o aparelho seja roubado ou furtado, agir rapidamente é essencial para restringir acessos indevidos e reduzir possíveis prejuízos. A prioridade deve ser proteger as principais contas e impedir que as informações armazenadas sejam utilizadas por terceiros.
- Localize e bloqueie o aparelho: acesse o recurso de localização por outro dispositivo e ative imediatamente o bloqueio remoto.
- Troque a senha do e-mail principal: como o e-mail costuma ser utilizado para recuperar outras contas, ele deve ser protegido primeiro.
- Altere as demais credenciais: atualize as senhas de bancos, redes sociais, aplicativos de mensagens e outros serviços acessados pelo aparelho.
- Entre em contato com os bancos: solicite a restrição do acesso pelo dispositivo roubado e verifique se houve movimentações suspeitas.
- Encerre as sessões abertas: desconecte remotamente o aparelho das contas e dos aplicativos sempre que essa função estiver disponível.
- Registre um boletim de ocorrência: inclua as informações do dispositivo e o número do IMEI, caso esteja disponível.
- Avise familiares e contatos próximos: criminosos podem utilizar as contas da vítima para pedir dinheiro ou aplicar golpes.
- Apague os dados remotamente: caso não seja possível recuperar o aparelho, utilize o recurso de exclusão remota para proteger as informações armazenadas.