content/pt-br/images/repository/isc/2017-images/hardware-and-software-safety-img-35.jpg

É uma história comum. Uma adolescente que está sozinha em casa anuncia no Facebook que vai dar uma festa. Mas ela não restringe o evento a seus amigos. Aparecem inúmeros penetras, e a festa vira bagunça. Os vizinhos chamam a polícia, que só consegue assumir o controle com a ajuda de muitos carros, cães e um helicóptero. Esse é um exemplo claro de uma festa marcada pelo Facebook que deu errado.

Isso aconteceu no Reino Unido, em junho de 2013, mas todo mês acontece uma história parecida em algum lugar do mundo. Claro que, agora, os adolescentes já sabem do perigo de publicar convites on-line, certo? Então por que essas histórias são tão comuns?

A resposta está na psicologia do adolescente. O cérebro do adolescente é programado para correr riscos. Um estudo da Escola de Medicina de Yale realizado em 2012 mostrou que os adolescentes são mais propensos a assumir riscos quando não conhecem as consequências.

Mas isso inclui riscos como dirigir em alta velocidade. Obviamente, os adolescentes sabem que a velocidade aumenta o risco de um acidente. O que eles não sabem é quanto esse risco aumenta em determinado dia, em uma parte específica da rodovia. Por isso eles arriscam.

O mesmo acontece com a publicação de convites abertos para uma festa, seja pelo Facebook ou em outro lugar. Os adolescentes conhecem o risco geral, mas não as consequências específicas atreladas a seus bairros, cidades ou regiões.

E ainda há um outro fator em jogo. Outro estudo, desta vez da Temple University, na Filadélfia, descobriu que certos adolescentes têm uma inclinação particular aos riscos on-line. Os mais propensos a se envolver em comportamentos arriscados são menos sociáveis, têm menos amigos na vida real e participam de menos atividades extracurriculares. Adotando o que se chama de “abordagem de compensação social”, esses adolescentes assumem mais riscos on-line, na tentativa de compensar suas vidas insatisfatórias.

Então, se os adolescentes são programados para correr riscos, o que os pais podem fazer? Insista para que o adolescente o aceite como amigo no Facebook e em outras redes sociais. Converse tranquilamente com ele sobre comportamento on-line e deixe claro que, se você tiver motivos para se preocupar, poderá monitorar suas atividades e conversas on-line.

Mesmo assim, isso não é uma garantia. Você pode até ver o que seus filhos fazem no Facebook ou Twitter, mas eles certamente encontrarão formas de esconder algumas atividades. As estratégias vão desde o uso de canais de comunicação privada, como o Blackberry Messenger, até aplicativos como o Snapchat, que permitem especificar o tempo que um texto ou uma foto são exibidos até que sejam excluídos.

Portanto, se você não consegue nem monitorar tudo o que seus filhos fazem, como é possível impedi-los de usar as mídias sociais e marcar festas no Facebook com 2.000 estranhos em sua casa? Existem soluções técnicas. Com um bom pacote de segurança de Internet, você pode impede que os adolescentes publiquem certas informações, como seu endereço ou outros dados pessoais. Além disso, um pacote de software de segurança de Internet abrangente também oferece proteção on-line com o gerenciamento de compras e senhas dos adolescentes. Mas uma abordagem técnica é apenas parte da resposta.

A melhor estratégia é a sugerida pelas conclusões do estudo de Yale. Antes de sair e deixar seu filho adolescente sozinho em casa, converse com ele e explique quanto custaria repor todos os itens da sua casa, diga que alguns objetos têm valor sentimental e fale sobre as consequências para ele e para a família se 2.000 arruaceiros invadissem sua casa.

Outros artigos e links relacionados à segurança no Facebook

Por que as festas marcadas pelo Facebook dão errado e como evitá-las

Conheça a vida on-line secreta e arriscada de seus filhos adolescentes e saiba como evitar acidentes na Internet
Kaspersky Logo