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Três em cada quatro empresas brasileiras estão dispostas a pagar pela segurança digital de seus fornecedores para evitar ciberataques

28 de maio de 2026

Kaspersky alerta que o comprometimento de terceiros se tornou um risco direto para as operações das companhias.

A Kaspersky alerta que o comprometimento de terceiros se tornou um risco direto para as operações das companhias. Diante do aumento dos ciberataques à cadeia de suprimentos, três em cada quatro empresas brasileiras (76%) estão dispostas a investir na segurança digital dos seus prestadores de serviços e parceiros para reduzir sua exposição a incidentes, segundo um novo estudo da Kaspersky. Veja os insights abaixo.

A disposição das empresas brasileiras de contribuir para os investimentos em cibersegurança dos seus parceiros está acima da média global. De acordo com a pesquisa da Kaspersky¹, em média, 69% das organizações entrevistadas consideram investir na segurança de seus contratados para fortalecer sua própria resiliência cibernética. Outros 25% já adotam essa prática.

Os dados refletem uma mudança estrutural na forma como companhias compreendem a cibersegurança: fornecedores deixaram de ser vistos como atores externos e passaram a integrar um ecossistema interconectado, no qual uma falha de terceiros pode comprometer toda a operação.

A mudança ocorre em meio ao crescimento dos ataques à cadeia de suprimentos, que, no último ano, afetaram quase uma em cada três empresas em todo o mundo. Nesse cenário, as organizações estão revendo suas estratégias de proteção interna ao reconhecer que seu risco digital também depende do nível de segurança de outros agentes com acesso à sua infraestrutura, plataformas ou sistemas.

Além do Brasil, a disposição para investir na segurança de terceiros é especialmente alta na Índia, onde chega a 83%, seguida por Indonésia e Rússia, com 80% em ambos os casos. Nesses mercados, também se observa um maior nível de confiança nos contratados, o que se reflete em uma presença acima da média de terceiros com acesso aos sistemas corporativos.

Ao mesmo tempo, uma em cada quatro empresas respondentes já passaram da intenção à ação e começaram a compartilhar custos de segurança com seus contratados. Essa prática registra os maiores níveis de adoção em Hong Kong e Taiwan, com 33%, na Espanha, também com 33%, e na Turquia e no Vietnã, com 31% cada.

"Quando terceiros têm acesso a sistemas, dados, plataformas ou processos essenciais, qualquer vulnerabilidade nesse ecossistema pode abrir caminho para incidentes com impacto direto na continuidade das operações. Por isso, apoiar a evolução da cibersegurança desses parceiros – seja por meio do compartilhamento de conhecimento, padrões, recursos ou de boas práticas – deixou de ser uma iniciativa complementar e passou a ser parte da estratégia de proteção das empresas. Em um cenário de ataques cada vez mais direcionados à cadeia de suprimentos e às relações de confiança, reduzir riscos exige olhar para além da própria infraestrutura e fortalecer todo o ambiente conectado ao negócio", pontua Cristian Souza, especialista em resposta a incidentes da Kaspersky.

Para reduzir os riscos na cadeia de suprimentos, a Kaspersky recomenda que as organizações fortaleçam sua segurança por meio de medidas organizacionais, incluindo uma avaliação rigorosa e baseada em evidências dos fornecedores de software e hardware. Ao avaliar as práticas de segurança dos fornecedores, revisar os processos de desenvolvimento de software e aplicar estruturas de avaliação bem definidas, as empresas podem garantir que apenas produtos seguros e resilientes operem em sua infraestrutura interna. Um guia mais detalhado sobre como escolher o melhor produto está disponível no link.

Para mitigar os riscos da cadeia de suprimentos e das relações de confiança, a Kaspersky também recomenda:

  • Colaborar com os fornecedores em questões de segurança. É fundamental trabalhar em estreita colaboração com os fornecedores para aprimorar suas medidas de segurança; essa cooperação fortalece a confiança mútua e transforma a proteção em uma prioridade compartilhada.
  • Avaliar os fornecedores de forma criteriosa antes de firmar um acordo. É crucial avaliar o nível de segurança dos potenciais fornecedores antes de iniciar a colaboração. Isso inclui solicitar uma revisão de suas políticas de cibersegurança, informações sobre incidentes anteriores e comprovação de conformidade com os padrões de segurança do setor.
  • Para produtos de software e serviços em nuvem, recomenda-se reunir dados sobre vulnerabilidades e testes de invasão e, de forma complementar, realizar testes estáticos e dinâmicos de segurança de aplicações, conhecidos como SAST e DAST.
  • Implementar requisitos contratuais de segurança. Os contratos com fornecedores devem incluir requisitos específicos de segurança da informação, como auditorias periódicas, conformidade com as políticas de segurança pertinentes da organização e protocolos de notificação de incidentes.
  • Implementar soluções de monitoramento industrial. Ferramentas como o Kaspersky Industrial CyberSecurity ajudam a ampliar a visibilidade sobre redes OT, detectar atividades anômalas e reduzir o risco de que uma ameaça proveniente de um fornecedor comprometa a operação.

Mais recomendações, juntamente com outros achados sobre os riscos na cadeia de suprimentos, estão disponíveis neste link.

Três em cada quatro empresas brasileiras estão dispostas a pagar pela segurança digital de seus fornecedores para evitar ciberataques

Kaspersky alerta que o comprometimento de terceiros se tornou um risco direto para as operações das companhias.
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Sobre a Kaspersky

A Kaspersky é uma empresa global de segurança cibernética e privacidade digital fundada em 1997. Com mais de um bilhão de dispositivos protegidos contra ameaças cibernéticas emergentes e ataques direcionados, a inteligência de ameaças profunda e o expertise em segurança da Kaspersky estão constantemente se transformando em soluções e serviços inovadores para proteger indivíduos, empresas, infraestruturas críticas e governos ao redor do mundo. O portfólio abrangente de segurança da empresa inclui proteção digital de ponta para dispositivos pessoais, produtos e serviços de segurança especializados para empresas e soluções de imunidade cibernética para combater ameaças digitais sofisticadas e em evolução. Ajudamos milhões de indivíduos e quase 200.000 clientes corporativos a proteger o que mais importa para eles. Saiba mais em www.kaspersky.com.br.

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